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Em uma declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira (21), o Reino Unido e 24 países aliados, incluindo Austrália, Canadá, França e Itália, solicitaram o fim imediato do conflito na Faixa de Gaza, ressaltando que o sofrimento da população civil atingiu níveis alarmantes.
O grupo apelou a todas as partes envolvidas e à comunidade internacional para que se unam em um esforço comum visando a um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente. “A guerra em Gaza deve terminar agora”, afirma o comunicado, que destaca a gravidade da situação humanitária e a escalada do sofrimento entre os moradores da região.
Os ministros de Relações Exteriores dos países signatários, acompanhados pelo Comissário da União Europeia para Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, denunciaram a entrega insuficiente de ajuda humanitária e o assassinato de civis, incluindo crianças, que tentam acessar recursos básicos como água e alimentos. “É horrível que mais de 800 palestinos tenham morrido enquanto buscavam ajuda”, alerta a declaração, atribuindo a responsabilidade às restrições impostas pelas autoridades israelenses.
A nota destaca que a negação pelo governo de Israel de assistência humanitária essencial à população civil é inaceitável e reforça que o país deve cumprir suas obrigações segundo o direito internacional humanitário.
Além disso, o texto aborda a situação dos reféns capturados pelo grupo Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023, condenando a detenção e exigindo a libertação imediata e incondicional dessas pessoas. Os signatários consideram que um cessar-fogo negociado representa a melhor esperança para aliviar o sofrimento dos reféns e de suas famílias.
A proteção dos civis e o respeito ao direito internacional humanitário são destacados como pilares essenciais. O comunicado rejeita propostas de transferir a população palestina para uma “cidade humanitária”, classificando esse deslocamento forçado como uma violação do direito internacional.
Também são repudiadas iniciativas que promovam mudanças territoriais ou demográficas nos Territórios Palestinos Ocupados, especialmente o plano de assentamentos E1 anunciado pela Administração Civil de Israel. Segundo o texto, sua implementação dividiria o Estado palestino, configurando violação do direito internacional e comprometendo a solução de dois Estados.
O comunicado ainda condena a aceleração da construção de assentamentos em Cisjordânia e Jerusalém Oriental, bem como o aumento da violência dos colonos contra a população palestina, reforçando que tais ações devem cessar imediatamente.