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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta terça-feira (22) que pode visitar a China nos próximos meses, em um cenário de renovadas tensões comerciais e geopolíticas entre Washington e Pequim. A visita, que ainda não foi oficialmente confirmada, representaria o primeiro encontro presencial entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping desde o início do segundo mandato do líder americano em 20 de janeiro.
“O presidente Xi me convidou para a China, e provavelmente iremos em um futuro não muito distante. Um pouco mais para frente, mas não tanto”, declarou Trump no Salão Oval, durante uma reunião com o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr.
Se confirmada, a viagem coincidiria com uma turnê asiática que Trump planeja para o segundo semestre do ano. Entre os cenários possíveis, está uma escala durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), agendada para 30 de outubro a 1º de novembro na Coreia do Sul. Outra possibilidade em discussão é a presença de Trump na cerimônia em Pequim, no dia 3 de setembro, que comemorará o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, para a qual o presidente russo Vladimir Putin também foi convidado.
Este encontro seria crucial para as relações entre as duas maiores economias do mundo, que nos últimos anos enfrentaram diversos focos de atrito: desde disputas tarifárias e a questão de Taiwan, até o comércio de substâncias ilegais como o fentanil, restrições a cidadãos americanos na China e o apoio de Pequim a Moscou.
Durante a reunião com Marcos Jr., Trump fez referência às mudanças na região, destacando que havia conseguido “inclinar” novamente o governo filipino em direção aos Estados Unidos. “O país talvez estivesse se inclinando para a China por um tempo, mas o desinclinamos muito, muito rápido”, afirmou. Em seguida, ponderou: “Não tenho problema se eles se dão bem com a China, porque nós também estamos nos dando muito bem com a China”.
Essa aparente distensão contrasta com os primeiros anos da presidência de Trump, quando impulsionou uma dura guerra comercial com Pequim, impondo tarifas de até 55% sobre as importações chinesas, uma medida que ainda está em vigor. Agora, o presidente busca um acordo comercial duradouro antes de 12 de agosto, embora insista na ideia de estabelecer uma tarifa base de 10% para todos os produtos importados, com taxas diferenciadas por país.
Do lado chinês, o Ministério das Relações Exteriores evitou confirmar uma possível cúpula Trump-Xi, mas enfatizou que a diplomacia entre chefes de Estado desempenha um “papel estratégico insubstituível” na relação bilateral. Autoridades do governo chinês confirmaram que foram enviados convites a representantes americanos para a cerimônia comemorativa de setembro.
Por sua vez, o Kremlin declarou que não descarta uma possível reunião entre Putin e Trump em Pequim, caso ambos coincidam na cerimônia.
Enquanto isso, as conversas bilaterais continuam. Em 11 de julho, o secretário de Estado americano Marco Rubio se reuniu com o chanceler chinês Wang Yi na Malásia. Ambos classificaram o encontro como “positivo e produtivo”, com avanços em relação ao roteiro para futuras negociações.
Na semana passada, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, adiantou que haveria “conversas em um futuro muito próximo” com a China. “O comércio está em um bom lugar. Agora podemos falar de outras coisas”, disse ele em entrevista à CNBC, aludindo a temas como as importações de petróleo sancionado por Pequim ou a necessidade de um “grande reequilíbrio” econômico na China.
(Com informações da Reuters)