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O governo dos Estados Unidos criticou nesta quinta-feira (24) a decisão do presidente da França, Emmanuel Macron, de anunciar o reconhecimento oficial do Estado da Palestina durante a Assembleia Geral da ONU, prevista para setembro. Em comunicado publicado nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou a iniciativa como “uma afronta às vítimas de 7 de outubro” e “um gesto que fortalece a propaganda do Hamas”.
“Os Estados Unidos rejeitam com veemência o plano de Emmanuel Macron de reconhecer um Estado palestino na Assembleia Geral da ONU. Essa decisão imprudente só serve à propaganda do Hamas e atrasa a paz”, escreveu Rubio na rede X (antigo Twitter).
Macron confirmou a decisão também pelas redes sociais. “Fiel ao compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina. Anunciarei isso formalmente durante a Assembleia Geral da ONU, no próximo mês de setembro”, publicou o presidente francês em suas contas no X e no Instagram. Segundo ele, o objetivo é impulsionar a chamada solução de dois Estados como caminho para resolver o conflito entre Israel e Palestina.
Atualmente, segundo dados da agência AFP, 142 países-membros da ONU já reconheceram oficialmente o Estado palestino. Na Europa, Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovênia adotaram essa posição no primeiro semestre de 2024, como resposta à escalada da guerra na Faixa de Gaza.
O reconhecimento francês foi duramente criticado por autoridades israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a medida representa “uma recompensa ao terrorismo” e uma “ameaça existencial para Israel”. “Isso pode criar mais um aliado do Irã, assim como Gaza se transformou em uma base de lançamento para destruir Israel, e não para viver em paz ao lado dele”, declarou o premiê.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, também se manifestou, dizendo que “um Estado palestino será um Estado do Hamas”, em referência à organização que governa a Faixa de Gaza desde 2007 e é considerada terrorista por EUA e União Europeia. Já o vice-primeiro-ministro israelense, Yariv Levin, classificou a decisão francesa como “vergonhosa” e defendeu a aplicação da “soberania israelense em Judeia e Samaria”, nome bíblico usado por Israel para se referir à Cisjordânia.
A França também deve coorganizar, com a Arábia Saudita, uma cúpula internacional paralela à Assembleia Geral da ONU em setembro. Segundo o governo francês, o objetivo do encontro será reforçar os esforços diplomáticos para retomar a proposta de dois Estados — um israelense e um palestino — convivendo lado a lado com segurança e paz.