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Três dias após o desabamento ocorrido na mina El Teniente, no Chile, as equipes de resgate localizaram neste domingo (3) os corpos dos cinco trabalhadores que estavam desaparecidos. A tragédia confirma que não houve sobreviventes entre os operários soterrados na jazida, considerada a maior mina subterrânea de cobre do mundo.
O corpo do último trabalhador, Moisés Pavez, foi encontrado por volta das 15h30. A informação foi confirmada pelo promotor Aquiles Cubillos, da região de O’Higgins, localizada a cerca de 120 km ao sul de Santiago, onde fica a mina. “Hoje, finalmente, às 15h30, encontramos o último trabalhador da mina El Teniente que estava desaparecido. Trata-se do trabalhador Moisés Pavez”, afirmou Cubillos.
Segundo o promotor, o resgate dos corpos foi concluído em curto prazo, apesar da complexidade da operação. “Conseguimos resgatar os corpos em pouco tempo, mesmo com a dificuldade e o risco das manobras. Isso contribui para dar paz e serenidade às famílias”, completou.
Além de Pavez, as outras vítimas são Gonzalo Núñez, Carlos Arancibia, Alex Araya e Jean Miranda. Todos estavam desaparecidos desde a última quinta-feira (31), quando um tremor de magnitude 4,2 atingiu a seção conhecida como Andesita, a cerca de 500 metros de profundidade.
Segundo relatos preliminares, o tremor teria sido provocado por trabalhos de perfuração realizados na divisão subterrânea da mina, pertencente à estatal Codelco.
O desabamento provocou, no total, a morte de sete trabalhadores: dois morreram imediatamente após o acidente, nove ficaram feridos — mas estão fora de perigo — e os cinco desaparecidos foram agora localizados sem vida. A galeria que desabou tem aproximadamente 90 metros de extensão e apresentou alto risco durante toda a operação de resgate, realizada com máquinas especializadas e sob protocolos rigorosos de segurança.
No sábado (2), o presidente do Chile, Gabriel Boric, esteve no centro de operações em Rancagua e pediu cautela. “O Chile é um só neste momento. Há muitos aspectos a esclarecer em um acidente dessas proporções. Mas o fundamental agora é o resgate dos mineiros. O resto será determinado depois”, disse.
Boric também anunciou a participação de Laurence Golborne e Andrés Sougarret na operação. Ambos foram protagonistas do histórico resgate dos 33 mineiros da mina San José, em 2010. “Agradeço a disposição de quem tem experiência para enfrentar emergências como esta. Toda a máquina do Estado está à disposição desse resgate”, afirmou o presidente.
O presidente da Codelco, Máximo Pacheco, sugeriu que o colapso pode ter sido causado pelas perfurações realizadas na área atingida.
Apesar de contar com tecnologia avançada, a mineração no Chile ainda registra acidentes graves. Segundo dados oficiais, sete mortes já foram contabilizadas em 2025, principalmente nas regiões de Antofagasta e Valparaíso. A tragédia em El Teniente reacende o debate sobre a segurança nas operações de mineração no país.
As atividades na mina seguem em andamento. “Isso não cessou e não cessará”, disse o promotor Cubillos, destacando que o trabalho das equipes continua para garantir a segurança do local. Como resumiu o presidente Boric, o país inteiro acompanha com atenção o desfecho dessa tragédia.