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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou neste domingo (24) que as Forças de Defesa de Israel (FDI) destruíram o palácio presidencial dos rebeldes hutis em Sanaá, capital do Iêmen, durante uma série de bombardeios.
Em comunicado conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Katz informou que além do palácio, depósitos de combustível e usinas elétricas também foram atingidos.
Netanyahu afirmou que o grupo, aliado do Irã, “está aprendendo da pior forma” as consequências de seus ataques contra Israel.
“A quem nos ataca, nós atacamos. A quem planeja nos atacar, também atacamos. Toda a região está vendo a força e a determinação do Estado de Israel”, disse o premiê em nota divulgada por sua assessoria.
A mesma nota foi acompanhada por imagens de Netanyahu e Katz ao lado do chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir, monitorando os ataques a partir do Ministério da Defesa, em Tel Aviv.
De acordo com o Exército israelense, os bombardeios miraram o complexo militar onde estava localizado o palácio presidencial, duas usinas de energia e um depósito de combustível em Sanaá. O Ministério da Saúde e Meio Ambiente dos rebeldes hutis informou que ao menos duas pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas.
Netanyahu disse ainda que todos os aviões israelenses retornaram em segurança a Israel.
Os ataques ocorrem após rebeldes hutis terem lançado, na sexta-feira (22), um drone e um míssil balístico com ogiva de bomba de fragmentação contra Israel. Segundo militares israelenses, uma das munições atingiu o pátio de uma casa em Ginaton, cidade no centro do país, causando apenas danos leves.
As autoridades investigam por que o projétil não foi interceptado, mas descartam que a falha esteja relacionada ao tipo de ogiva.
Durante o conflito de 12 dias em junho, o Irã também chegou a disparar mísseis balísticos com ogivas de fragmentação contra Israel. O Exército israelense afirma que os hutis recebem apoio militar direto de Teerã.
Na semana passada, Israel já havia assumido a autoria de outro bombardeio contra a infraestrutura energética de Sanaá, que destruiu parte da usina de Haziz, provocou incêndios e deixou geradores fora de operação.
Os hutis, aliados do Irã, atacam frequentemente Israel com drones e mísseis balísticos, a maioria interceptada. Como resposta, Israel tem intensificado ataques contra Sanaá e outras regiões controladas pelo grupo.
Os confrontos se intensificaram após o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, desencadeada pelos ataques do Hamas. Apesar do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e hutis em maio deste ano, os ataques mútuos entre Israel e os insurgentes continuam.