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O Ministério do Interior da Polônia informou nesta quarta-feira que uma casa e um carro foram danificados durante uma série de violações de seu espaço aéreo por drones e mísseis. A porta-voz da pasta, Karolina Galecka, disse que sete drones e os restos de um projétil de origem desconhecida foram encontrados em várias áreas do país.
Segundo a porta-voz, o míssil pode ser polonês e ter sido usado para abater os drones. O primeiro resto foi encontrado em Mniszków, no leste do país, e desde então novos achados foram relatados, inclusive um drone na província de Lódz, a mais de 300 km da fronteira com Belarus.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, revelou que houve até 19 incursões no espaço aéreo do país durante a madrugada. Pela primeira vez desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, os drones vieram de Belarus.
A Polônia mobilizou caças F-35 e F-16, além de helicópteros, para interceptar as aeronaves. Aviões de Países Baixos e Itália também participaram da operação em coordenação com a OTAN. Apesar dos danos materiais, não houve vítimas ou feridos.
Diante das “violações sem precedentes”, a Polônia solicitou uma consulta urgente aos aliados da OTAN, invocando o Artigo 4 da aliança, que prevê consultas quando um de seus membros se sente ameaçado.
Donald Tusk classificou a situação como “mais próxima de um conflito aberto do que nunca desde a Segunda Guerra Mundial”, mas enfatizou que não há motivos para afirmar que o país está em guerra.
O Comando Operacional das Forças Armadas comunicou que a situação de segurança foi estabilizada e que os quatro aeroportos que haviam sido fechados temporariamente já operam normalmente.