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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Paquistão atua como intermediário oficial nas conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, informou nesta quinta-feira (26) o ministro das Relações Exteriores do país, Ishaq Dar. Segundo ele, Washington apresentou a Teerã uma proposta de 15 pontos para encerrar o conflito, atualmente em análise pelas autoridades iranianas.
Dar afirmou que as mensagens entre as potências estão sendo transmitidas pela diplomacia paquistanesa e que países “irmãos”, como Turquia e Egito, também apoiam a iniciativa. “O Paquistão continua plenamente comprometido em promover a paz e faz esforços para garantir a estabilidade na região”, destacou em mensagem publicada em sua conta na rede X.
Conteúdo da proposta
De acordo com informações publicadas pelo jornal The New York Times, a proposta americana inclui diretrizes sobre o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a segurança das rotas energéticas, especialmente o estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
A CNN informou na quarta-feira (25) que a Casa Branca trabalha para organizar uma reunião no Paquistão entre o vice-presidente americano, JD Vance, e representantes do Irã, possivelmente no próximo fim de semana, embora Islamabad ainda não tenha confirmado o encontro.
Coordenação regional
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, acordaram nesta quarta-feira manter “estreita coordenação” para conter a escalada bélica no Oriente Médio. O Paquistão mantém um Acordo Estratégico de Defesa Mútua com a Arábia Saudita, país alvo de ataques iranianos desde o início da ofensiva de EUA e Israel contra Teerã.
Na segunda-feira (24), o presidente Donald Trump anunciou o adiamento por cinco dias de ataques planejados a usinas iranianas, condicionando a suspensão à liberação do tráfego no estreito de Ormuz.
Divergência entre Estados Unidos e Irã
Enquanto a Casa Branca descreve as negociações como “produtivas”, o governo iraniano nega a existência de contatos diretos, atribuindo a iniciativa a Washington. Em discurso para membros republicanos do Congresso, Trump afirmou que conversas de paz estão em andamento e que o Irã teme represálias internas e externas. “Eles estão negociando, querem chegar a um acordo, mas têm medo de dizer, porque temem ser mortos pelo próprio povo”, disse o presidente.
As declarações de Trump ocorrem após o ministro de Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, afirmar que o país “não tem intenção de negociar”, contradizendo a versão americana. Trump também reiterou que a situação militar favorece os Estados Unidos, afirmando que o Irã está sendo “diezmado” no conflito.
Mais cedo, a Casa Branca reforçou a possibilidade de escalada militar. A porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, declarou que Trump está preparado para intensificar a ofensiva caso não haja avanços nas negociações ou se ocorrer algum erro de cálculo por parte do Irã. “O presidente não está blefando e está preparado para desatar o inferno. O Irã não deve errar novamente”, afirmou.
(Com informações da EFE)



















































