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Um juiz de Nova York rejeitou nesta terça-feira (16) as principais acusações contra Luigi Mangione no caso estadual de assassinato, derrubando as alegações de que o acusado poderia ser julgado como terrorista — um grande revés para os promotores.
Em sua decisão, o juiz Gregory Carro descartou as acusações de homicídio em primeiro grau como ato de terrorismo e homicídio em segundo grau como crime de terrorismo contra o graduado da Ivy League de 27 anos.
No entanto, o juiz manteve a outra acusação de homicídio em segundo grau contra Mangione, relacionada à execução do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, ocorrida em 4 de dezembro de 2024, fora da conferência de investidores da empresa de saúde.
“O Ministério Público apresentou evidências suficientes de que o réu assassinou Brian Thompson em uma execução premeditada e calculada. Isso não significa, entretanto, que o réu o fez com intenção terrorista”, escreveu Carro em sua decisão.
Com o veredito, Mangione ainda pode ser condenado a 25 anos de prisão até a prisão perpétua no caso estadual, mas não mais à pena de 25 anos sem possibilidade de liberdade condicional, como havia sido inicialmente. Ele também enfrenta acusações federais separadas que podem levar à pena de morte.
O juiz anunciou a decisão durante uma audiência de 15 minutos na Suprema Corte de Manhattan, à qual Mangione compareceu vestindo uniforme caramelo sobre uma camisa vinho. Ao ser conduzido algemado para fora da sala, o herdeiro de uma família rica de Baltimore levantou as sobrancelhas enquanto olhava para cerca de duas dezenas de apoiadores, em sua maioria jovens mulheres, sentados na galeria do tribunal.
A rejeição das principais acusações ocorre após especialistas legais afirmarem em dezembro que havia um “exagero” na tentativa de classificar Mangione como terrorista.
O promotor do distrito de Manhattan, Alvin Bragg, teria “exagerado nas acusações” em uma tentativa de criar uma “grande manchete”, afirmou na época o advogado de defesa veterano Ron Kuby.
O homicídio em primeiro grau é normalmente aplicado em casos envolvendo vítimas que são membros da lei ou possíveis testemunhas de crimes. O escritório de Bragg havia argumentado que Mangione deveria ser considerado um terrorista por ter a intenção de matar Thompson para “intimidar ou coagir a população civil” — alegação que o juiz rejeitou.
“O objetivo aparente do réu, conforme indicado em seus escritos, não era ameaçar, intimidar ou coagir, mas sim chamar atenção para o que ele percebia como a ganância da indústria de seguros”, escreveu Carro.
Mangione, graduado pela University of Pennsylvania, deve retornar ao tribunal no caso estadual em 1º de dezembro.
Um porta-voz do escritório do promotor afirmou: “Respeitamos a decisão do tribunal e prosseguiremos com as nove acusações restantes, incluindo homicídio em segundo grau”.
O réu também deve retornar ao tribunal em 5 de dezembro no caso federal, no qual a procuradora Pam Bondi anunciou planos de tomar a rara medida de solicitar a pena de morte.