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Uma nova onda de violência em presídios chocou o Equador na madrugada desta quinta-feira (25). Um ataque interno no Centro de Reabilitação Social Masculino de Esmeraldas resultou na morte de 17 detentos, conforme confirmado pelo Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade (SNAI). O massacre se soma a uma série de incidentes sangrentos ocorridos nos últimos anos e, segundo as autoridades, estaria ligado a ordens da organização criminosa conhecida como “Tiguerones”.
De acordo com as investigações, os “Tiguerones” teriam instruído seus membros a eliminar detentos de gangues rivais, como “Los Lobos” e “Los Choneros”, além de outros presos que não são afiliados ao grupo.
O ataque foi desencadeado no pavilhão C, onde os agressores simularam a morte de um prisioneiro para atrair um militar e roubar suas chaves e arma. Com as chaves em mãos, eles conseguiram abrir celas de outros pavilhões e atacar os rivais. Fotos e vídeos que circulam nas redes sociais mostram corpos baleados e até mesmo decapitados. Familiares dos detentos relataram cenas de desespero e a falta de informações claras por parte das autoridades.
O incidente demonstra o grave problema de superlotação do sistema prisional equatoriano. A prisão de Esmeraldas, por exemplo, tem capacidade para 1.100 detentos, mas abriga cerca de 1.552, além de registrar casos de doenças graves e presos idosos em estado crítico, segundo a Defensoria Pública.
A matança acontece apenas três dias após um outro confronto em uma penitenciária de Machala, província de El Oro, onde 14 pessoas morreram. A repetição desses episódios ressalta a crise estrutural do sistema carcerário do Equador, marcado pelo controle de facções criminosas e a ineficácia do Estado.
O SNAI se manifestou por meio de uma nota oficial na qual informou que as autoridades competentes estão realizando as investigações para esclarecer o ocorrido e que “próximamente daremos mais detalhes”.