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Um ataque aéreo da Rússia contra Kiev deixou pelo menos quatro mortos, entre eles uma menina de 12 anos, e dezenas de feridos, informaram neste domingo as autoridades ucranianas.
Timur Tkachenko, chefe da administração militar da capital, afirmou inicialmente que havia “três vítimas fatais, incluindo uma menina de 12 anos assassinada pelos russos”. Posteriormente, ele precisou que a cifra aumentou para quatro, após a localização do corpo de outra vítima.
O presidente ucraniano, Volodímir Zelensky, publicou um comunicado em sua conta no X, informando que o ataque “durou mais de 12 horas”. “Ataques brutais, um ataque terrorista deliberado e seletivo contra cidades comuns: quase 500 drones de ataque e mais de 40 mísseis, incluindo do tipo Kinzhal”, declarou. “Meu mais profundo pesar a todas as famílias e entes queridos das vítimas”, acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores, Andriy Sybiga, também comentou no X: “A Rússia lançou outro ataque aéreo massivo contra cidades ucranianas enquanto a população dormia. Mais uma vez, centenas de drones e mísseis destruíram prédios residenciais e causaram vítimas civis”.
Sybiga acrescentou: “Putin deve saber que cada ataque desse tipo o obriga a utilizar plenamente os ativos russos para a defesa da Ucrânia, a sancionar os petroleros, capitães, portos, energia e bancos em sombra, e a enfrentar medidas de dissuasão adicionais da Ucrânia”.
“Putin deve sentir o perigo de continuar esta guerra: para ele, para o bolso de seus aliados, para sua economia e para seu regime. Isso é o que pode levá-lo a encerrar essa guerra sem sentido”, concluiu o ministro.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, descreveu a ofensiva como um “ataque massivo” e pediu que a população permanecesse em abrigos. Segundo ele, seis pessoas ficaram feridas: cinco foram hospitalizadas e uma recebeu atendimento no local.
Na região de Zaporizhzhia, o governador local informou que pelo menos quatro pessoas ficaram feridas pelos bombardeios russos.
O chefe do escritório presidencial ucraniano, Andriy Yermak, acusou Moscou de travar uma “guerra contra civis” e declarou: “Haverá uma resposta a essas ações. Mas os golpes econômicos do Ocidente contra a Rússia também precisam ser mais fortes”.
O ataque coincidiu com a entrega de um sistema de defesa antiaérea Patriot, fabricado nos Estados Unidos e enviado por Israel, segundo Zelensky. “O sistema israelense já está operando na Ucrânia”, acrescentou, informando que o país receberá duas unidades adicionais no outono.
Em resposta aos ataques, as forças armadas da Polônia anunciaram no X que enviaram caças para seu espaço aéreo e ativaram sistemas de defesa terrestre. “As medidas são preventivas e têm como objetivo garantir o espaço aéreo polonês e proteger os cidadãos, especialmente nas áreas próximas à Ucrânia”, afirmaram.
Nas últimas semanas, diversos países europeus acusaram a Rússia de violar seu espaço aéreo com drones e aviões de combate. A OTAN considera esses incidentes como testes à solidez da aliança. Moscou negou as acusações e afirmou que não planeja atacar nenhum membro da organização.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou na Assembleia Geral da ONU que “qualquer agressão contra meu país receberá uma resposta decisiva” e advertiu: “Se algum país derrubar objetos ainda presentes no espaço aéreo russo, vai se arrepender profundamente”.
Enquanto isso, Kiev e Moscou confirmaram que a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa e sob controle russo, permaneceu desligada da rede elétrica por quatro dias, reacendendo alertas sobre um possível acidente nuclear.
(Com informações da AFP)