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Uma investigação do jornal The Telegraph revelou que Faraj Al-Shamie, pai de Jihad Al-Shamie — o autor do ataque terrorista a uma sinagoga em Manchester — expressou abertamente apoio aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 em suas redes sociais. A revelação causou grande comoção e lança nova luz sobre o ambiente familiar do agressor.
Em postagens no Facebook, Al-Shamie, que é cirurgião especializado em traumatologia, chegou a classificar os militantes do Hamas como “os homens de Alá na terra”, manifestando suporte à incursão em Israel que resultou em 1.200 mortes e a captura de cerca de 250 reféns.
No mesmo dia do ataque do Hamas, o cirurgião utilizou suas redes para afirmar que os combatentes palestinos “demonstraram sem sombra de dúvida que Israel será eventualmente destruído”. Essas publicações vieram à tona poucas horas após o médico ter divulgado um comunicado assegurando sentir “uma profunda comoção” após o assassinato dos dois membros da congregação judaica em Manchester.
O ataque antissemita em Manchester ocorreu durante a celebração de Yom Kipur, a data mais sagrada do calendário judaico. Jihad Al-Shamie, de 35 anos, filho mais velho de Faraj, atropelou fiéis que entravam no templo em Heaton Park e depois esfaqueou vários deles, antes de ser morto pela polícia armada.
As autoridades antiterroristas britânicas trabalham com a hipótese de que a motivação do ataque estaria ligada à guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. As vítimas do atentado foram identificadas como Melvin Cravitz, de 66 anos, e Adrian Daulby, de 53, ambos residentes de Crumpsall. A Polícia de Greater Manchester informou que um dos falecidos foi atingido por disparos dos próprios agentes que intervieram no local.
As publicações de Faraj Al-Shamie nas redes sociais se estenderam para além do dia do ataque. Em 10 de outubro, três dias após a ofensiva do Hamas, ele criticou a falta de apoio de outras nações árabes ao grupo palestino e escreveu:
“Onde está essa chamada resistência com os foguetes Haifa? Que a maldição de Deus caia sobre os hipócritas, os traidores entregues a uma agenda sectária repugnante e suja… Nossos irmãos na Palestina estão pedindo ajuda publicamente… Larga vida aos homens valentes de Gaza #Palestina_é_Árabe”.
Jihad Al-Shamie, homem-bomba de Manchester (Facebook)
Em um comunicado posterior, a família Al-Shamie tentou se desvincular do ato do agressor: “A família Al-Shamie no Reino Unido e no exterior condena energicamente este ato atroz… Nos desvinculamos totalmente deste ataque e expressamos nossa profunda comoção e tristeza pelo ocorrido”.
A família, de origem síria, chegou ao Reino Unido nos anos 1990. Faraj Al-Shamie é cirurgião e trabalhou em zonas de conflito pela Cruz Vermelha Internacional. O The Telegraph notou o contraste entre Jihad e seus dois irmãos mais novos, Jawad e Kenan, que tiveram carreiras acadêmicas e profissionais bem-sucedidas no Reino Unido como farmacêutico e engenheiro de software (especialista em inteligência artificial), respectivamente.
