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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (27) a morte de Sarah Beckstrom, integrante da Guarda Nacional que foi baleada na noite de quarta-feira (26) em uma área próxima à Casa Branca. Ela é uma das duas militares atingidas durante o ataque.
Trump anunciou a morte da soldado pouco antes de uma videoconferência com tropas americanas em razão do feriado de Ação de Graças.
“Justo antes de entrar no ar, acabo de saber que Sarah Beckstrom, de West Virginia, jovem, muito respeitada, magnífica, começou a servir em junho de 2023, excepcional em todos os sentidos, acaba de falecer. Já não está conosco. Está nos olhando lá de cima”, afirmou o presidente, visivelmente abalado.
O republicano lamentou a perda e destacou a dedicação e o caráter da militar.
“Foi atacada de forma brutal. É horrível. Uma pessoa incrível, destacada em todos os aspectos”, disse Trump. Segundo ele, os pais de Beckstrom estavam ao lado da filha no hospital no momento da morte.
O segundo militar ferido permanece em estado crítico.
“O outro jovem está lutando pela vida. Está em situação muito grave”, afirmou o presidente, pedindo orações para o soldado hospitalizado.
Autoridades lamentam morte e exaltam atuação da militar
O governador de West Virginia, Patrick Morrisey, também lamentou o desfecho.
“Este não era o resultado que esperávamos, mas era o que temíamos. Sarah serviu com coragem, determinação extraordinária e um senso inabalável de dever”, declarou.
FBI classifica ataque como “ato de terrorismo”
Durante uma coletiva em Washington, o diretor do FBI, Kash Patel, deu detalhes sobre a investigação. O suspeito foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, 29 anos, cidadão afegão que trabalhou com forças aliadas dos EUA durante a guerra no Afeganistão.
Lakanwal chegou ao país em 2021 como parte da Operação “Aliados Bem-Vindos”, programa criado pelo governo Biden para acolher afegãos que auxiliaram tropas americanas.
O FBI informou que realizou operações em Washington e San Diego, apreendendo celulares, computadores e tablets, além de entrevistar familiares.
O Departamento de Justiça revelou que Lakanwal viajou de carro até a capital e emboscou Beckstrom e Wolfe, que patrulhavam os arredores da residência presidencial. Ele usou um revólver Magnum .357 para atingir primeiro Beckstrom e, em seguida, o segundo guarda, Wolfe.
Lakanwal foi baleado e preso. Ele responde por agressão com intenção de matar e posse de arma durante crime violento, mas pode ser acusado de assassinato em primeiro grau após a morte de Beckstrom.
A investigação aponta que ele agiu sozinho.
Governo suspende processos migratórios de afegãos
Após o ataque, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA anunciou a suspensão indefinida dos processos migratórios de cidadãos afegãos, enquanto os protocolos de segurança são revisados.
A procuradora federal Pam Bondi afirmou que Lakanwal enfrentará acusações federais de terrorismo.
O ex-diretor da CIA, John Ratcliffe, disse que o suspeito trabalhou com unidades apoiadas pela agência no Afeganistão.
“A esse indivíduo, e a tantos outros, nunca deveria ter sido permitido entrar aqui”, declarou.
