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Um ataque terrorista a tiros interrompeu uma celebração de Hanucá em Bondi Beach, em Sydney, neste domingo (14), deixando ao menos 12 pessoas mortas — incluindo crianças — e pelo menos 29 feridas. O evento, chamado Chanukah by the Sea, reunia centenas de famílias quando dois homens abriram fogo em plena área turística.
Entre as testemunhas está Arsen Ostrovsky, advogado internacional de direitos humanos, que participava da comemoração com a família. Em entrevista à 9News, ele descreveu o início do ataque como um momento de terror absoluto. “Eu estava aqui com a minha família, era uma celebração de Hanucá, havia centenas de pessoas, crianças, idosos, famílias se divertindo”, afirmou. “Crianças em um festival, brincando, e de repente é o caos absoluto. Há tiros por todos os lados, pessoas se abaixando, foi um caos total.”
Segundo Ostrovsky, no início ninguém entendia o que estava acontecendo. “Não sabíamos o que estava acontecendo, de onde vinham os disparos”, relatou. Ele contou ainda que viveu em Israel por 13 anos e sobreviveu aos ataques de 7 de outubro de 2023. “Já passamos por coisas piores, vamos superar isso e vamos pegar os desgraçados que fizeram isso”, disse.
O advogado afirmou ter visto ao menos um dos atiradores disparando de forma aleatória. “Vi pelo menos um homem armado atirando ao acaso, em todas as direções”, contou. “Vi crianças caírem no chão, vi idosos, vi pessoas com deficiência. Foi um verdadeiro banho de sangue.” Emocionado, ele comparou a cena aos episódios mais traumáticos que já presenciou: “7 de outubro foi a última vez que vi algo assim. Nunca pensei que veria isso na Austrália, não na minha vida, e muito menos em Bondi Beach, um lugar tão icônico.”
Testemunhas relataram que os dois suspeitos desceram de um veículo na Campbell Parade, próximo ao Bondi Pavilion, por volta das 18h40 (hora local), e começaram a atirar. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma sequência intensa de disparos ao longo da orla, com alguns relatos apontando mais de 30 tiros. Pessoas foram vistas caídas no gramado em North Bondi, algumas imóveis, enquanto outras eram colocadas em macas e levadas às pressas por equipes de emergência.
O clima no local foi descrito como de pânico e confusão, com moradores e turistas tentando prestar socorro às vítimas até a chegada das ambulâncias e da polícia. Um dos atiradores foi morto durante a ação policial. O outro foi baleado, detido e permanece sob custódia.
Mais tarde, a polícia de Nova Gales do Sul informou que equipes especializadas trabalhavam para desarmar o que foi descrito como um artefato explosivo improvisado. “Vários itens suspeitos localizados nas proximidades estão sendo examinados por agentes especializados, e uma zona de exclusão foi estabelecida”, informou a NSW Police em comunicado divulgado às 21h.
O co-presidente do Conselho Executivo do Judaísmo Australiano, Alex Ryvchin, classificou o ataque como a concretização de um temor antigo da comunidade. “É um evento familiar, um evento bonito que acontece todos os anos”, disse à Sky News. “Se for o que pensamos que é, é o nosso pior medo se tornando realidade… se fomos alvo, trata-se de algo de uma escala que nenhum de nós poderia imaginar.”
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