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O homem apontado como responsável por salvar diversas vidas durante um ataque a tiros em Bondi Beach, uma das praias mais famosas da Austrália, recebeu um cheque de mais de 2,5 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 1,65 milhão). O valor foi arrecadado por meio de doações feitas por dezenas de milhares de pessoas em uma campanha na plataforma GoFundMe, segundo mostram vídeos divulgados nesta sexta-feira.
Ahmed al Ahmed, cidadão de origem síria, reagiu ao ataque ao surpreender um dos suspeitos por trás, após se esconder entre carros estacionados. Ele conseguiu desarmar o agressor durante uma luta corporal e derrubá-lo no chão. Em seguida, Ahmed foi baleado, possivelmente por um segundo atirador, e segue internado no hospital St. George, no sul de Sydney, onde passou por cirurgia.
O influenciador Zachery Dereniowski entrega um cheque no valor de US$ 2.533.585 a Ahmed al Ahmed, o transeunte aclamado como o “herói de Bondi” após partir para cima de um dos atiradores e tomar seu rifle durante o ataque a tiros que deixou mortos em Bondi Beach, em Sydney, Austrália. 18 de dezembro de 2025.
Muçulmano, pai de dois filhos e proprietário de uma pequena frutaria, Ahmed recebeu o cheque simbólico ainda no leito hospitalar. A entrega foi feita por Zachery Dereniowski, influenciador digital e um dos organizadores da campanha de arrecadação. Os vídeos do momento foram publicados nas redes sociais.
Ao receber o valor, Ahmed teria questionado: “Eu mereço isso?”, em referência às doações feitas voluntariamente por cerca de 44 mil pessoas sensibilizadas com sua atitude durante o ataque.
O atentado ocorreu no último domingo, quando dois homens armados abriram fogo contra um grupo que celebrava o Hanukkah (Janucá), a festa judaica das luzes, em Bondi Beach. Ao todo, 16 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, entre elas uma criança de 10 anos e um sobrevivente do Holocausto. Um dos mortos é justamente o agressor que foi desarmado por Ahmed.
As autoridades australianas identificaram os suspeitos como Sajid Akram, de 50 anos, morto pela polícia durante a ação, e seu filho Naveed Akram, de 24 anos, que ficou gravemente ferido. Ambos aparecem em vídeos gravados no local do ataque. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que o atentado tem ligação com ideologia extremista associada ao Estado Islâmico.
Segundo os organizadores da campanha de doações, Ahmed agiu de forma instintiva e altruísta. “Em um momento de caos e perigo, Ahmed al Ahmed deu um passo à frente sem hesitar. Suas ações foram desinteressadas e inegavelmente heroicas, mesmo colocando sua própria vida em risco”, afirmaram.
Além de Ahmed, um casal judeu — Boris e Sofia Gurman — também tentou conter os atiradores, mas ambos morreram durante o ataque. Albanese destacou publicamente a coragem dos três e visitou Ahmed no hospital, descrevendo-o como “um verdadeiro herói australiano”.
As investigações sobre o ataque seguem em andamento, enquanto a comoção nacional reacendeu debates sobre segurança e extremismo no país.
(Com informações de Reuters e EFE)