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O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (25) que os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra terroristas do Estado Islâmico (ISIS) no noroeste da Nigéria, após semanas de críticas ao grupo por atacar comunidades cristãs. O anúncio foi feito em publicação na plataforma Truth Social e acompanha um vídeo divulgado pela Casa Branca mostrando imagens das operações militares.
“Esta noite, sob minha direção como comandante em chefe, os Estados Unidos lançaram um ataque poderoso e letal contra a escória terrorista do ISIS no noroeste da Nigéria, que vem matando brutalmente, principalmente cristãos inocentes, em níveis não vistos há muitos anos, e até mesmo séculos!”, escreveu Trump.
O presidente acrescentou que já havia alertado os terroristas sobre as consequências caso não interrompessem a violência. “Se não parassem o massacre de cristãos, pagariam um alto preço — e esta noite isso aconteceu”, declarou, destacando que o Departamento de Guerra executou ataques perfeitos, “como só os Estados Unidos são capazes de fazer”.
O Comando Militar dos EUA para a África informou que a operação foi realizada a pedido das autoridades nigerianas e resultou na morte de vários terroristas. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou estar “grato pelo apoio e cooperação do governo da Nigéria”.
O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria reforçou que os ataques fazem parte de uma cooperação contínua de segurança com os EUA, envolvendo compartilhamento de inteligência e coordenação estratégica para atingir grupos terroristas. “Isso resultou em ataques precisos a alvos terroristas no noroeste do país”, afirmou em postagem na rede social X.
Embora a Nigéria seja oficialmente um país secular, sua população é quase igualmente dividida entre muçulmanos (53%) e cristãos (45%). A violência contra cristãos tem atraído atenção internacional, especialmente entre a direita religiosa dos EUA, sendo frequentemente apresentada como perseguição religiosa.
O governo nigeriano, no entanto, nega que a violência seja exclusivamente religiosa, destacando que grupos armados atacam tanto muçulmanos quanto cristãos. Apesar disso, a Nigéria aceitou cooperar com os EUA para reforçar suas forças contra militantes.
Especialistas apontam que a situação é complexa e tem raízes históricas na região. Em algumas áreas, conflitos entre pastores muçulmanos itinerantes e comunidades agrícolas predominantemente cristãs envolvem disputas por terra e água. O sequestro de padres e pastores para resgate também tem se tornado mais comum, mas pode ser motivado por interesses criminais, e não discriminação religiosa.
O vídeo divulgado junto à publicação mostra imagens das operações e a coordenação entre forças americanas e nigerianas, destacando a precisão dos ataques.
Apesar de se apresentar como o “candidato da paz” em 2024, Trump tem se destacado por intervenções militares no exterior, incluindo ações no Iêmen, Irã, Síria e uma grande mobilização militar no Caribe, voltada para a Venezuela.