Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Os Estados Unidos realizaram um novo ataque de precisão contra um navio carregado de drogas no Pacífico Oriental, como parte da campanha militar para conter as operações do tráfico na região.
On Dec. 29, at the direction of @SecWar Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations in international waters. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known… pic.twitter.com/69ywxXk30N
— U.S. Southern Command (@Southcom) December 29, 2025
CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO
O Comando Sul informou que a ação, realizada nesta segunda-feira sob a orientação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi conduzida pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear em águas internacionais. O alvo era uma embarcação identificada como operada por organizações terroristas e envolvida no transporte ilegal de entorpecentes.
De acordo com informações oficiais, o navio navegava por rotas conhecidas do tráfico de drogas e foi localizado por sistemas de inteligência das Forças Armadas dos Estados Unidos. Após a confirmação do envolvimento da embarcação em atividades ilícitas, foi autorizado o ataque, que resultou na morte de dois homens classificados pelas autoridades americanas como narcoterroristas. Não houve registro de feridos ou baixas entre os militares dos EUA.
Imagens divulgadas pelo Comando Sul mostram o momento em que a embarcação é atingida, pega fogo e passa a ficar à deriva no mar.
Segundo o governo americano, esse tipo de operação integra uma estratégia mais ampla para desmantelar redes de narcotráfico que atuam na América Latina e que, de acordo com Washington, financiam tanto o crime organizado quanto regimes considerados adversários, como o de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Desde setembro, as Forças Armadas dos Estados Unidos intensificaram as ações marítimas, com dezenas de ataques a embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico, além da destruição de estruturas logísticas usadas para o envio de cargas ilegais.
O presidente Donald Trump voltou a afirmar que as operações têm como objetivo “interromper o fluxo de drogas para os Estados Unidos e aumentar a pressão sobre regimes que apoiam o narcotráfico na região”, em referência direta ao governo venezuelano. Nesta segunda-feira, Trump também confirmou a destruição de uma “grande instalação” na costa da Venezuela que, segundo ele, era utilizada para organizar carregamentos de drogas.
“Há duas noites, explodimos tudo. Atacamos com muita força”, declarou o presidente. O governo dos EUA sustenta que Caracas utiliza a venda de petróleo e o tráfico de drogas para financiar atividades ilícitas e apoiar organizações terroristas.
Desde a intensificação dessas ações, mais de 100 pessoas morreram em ao menos 29 ataques conhecidos contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. As autoridades americanas defendem a legalidade das operações, afirmando que todas são baseadas em informações de inteligência e têm como prioridade neutralizar ameaças antes que cheguem ao território dos Estados Unidos.
Além dos ataques diretos, Washington também reforçou a vigilância e a interceptação de petroleiros sancionados que operam no Caribe e no Atlântico, apreendendo pelo menos duas embarcações ligadas ao comércio de petróleo bruto venezuelano. A medida busca enfraquecer financeiramente, segundo o governo americano, atores que facilitam o narcotráfico e contribuem para a instabilidade regional.
A estratégia de pressão combina ações militares, sanções econômicas e confisco de bens, com o objetivo de desmontar redes criminosas que atuam da América Latina aos Estados Unidos e à Europa. O Comando Sul destacou que seguirá realizando operações para garantir a segurança regional e impedir que organizações terroristas utilizem o Pacífico e o Caribe como corredores seguros para atividades ilícitas.
