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A estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) confirmou nesta quarta-feira (7) que mantém negociações com os Estados Unidos para concretizar a venda de “volumes de petróleo”.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a empresa afirmou que o processo segue esquemas semelhantes aos utilizados com empresas internacionais, como a Chevron, e se baseia em uma transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes.
As conversas ocorrem em meio à flexibilização de algumas sanções e têm como objetivo definir as condições para o envio de petróleo venezuelano ao mercado norte-americano após anos de restrições.
O anúncio da PDVSA surge no contexto da forte pressão dos EUA sobre o setor energético venezuelano, após o presidente Donald Trump exigir que Caracas permita que empresas e autoridades americanas acessem suas reservas de petróleo, depois da captura do ditador Nicolás Maduro.
Trump afirmou que a Venezuela entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, e que os recursos obtidos com a venda serão controlados por Washington, em benefício do povo venezuelano e do próprio país.
Na próxima sexta-feira, o presidente norte-americano planeja receber na Casa Branca executivos das maiores petrolíferas para discutir os detalhes da operação.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, esclareceu que Washington gerenciará diretamente a saída do petróleo venezuelano para o mercado internacional, e que os valores obtidos serão depositados em contas controladas pelo governo americano.
“Vamos colocar no mercado o petróleo que está saindo da Venezuela, primeiro o que estava parado, e, indefinidamente, venderemos a produção que sair do país. Esses recursos podem voltar à Venezuela para beneficiar seu povo, mas precisamos ter esse controle sobre as vendas para impulsionar mudanças que devem ocorrer no país”, declarou Wright em Miami.
O setor energético dos EUA recebeu a notícia com cautela. Wright reconheceu que a reativação da indústria petrolífera venezuelana exigirá investimentos bilionários e tempo significativo, mas destacou o potencial das reservas do país.
“A oportunidade é enorme. Em pouco tempo, poderíamos obter centenas de milhares de barris adicionais por dia”, afirmou Wright, lembrando que, mesmo após anos de má administração, a Venezuela ainda produz cerca de 800 mil a 900 mil barris por dia.
Atualmente, o país caribenho possui as maiores reservas de petróleo do mundo, equivalentes a 17% do total global, mas sua produção representa apenas 1% do mercado internacional.
A Casa Branca detalhou que o acordo com Caracas inclui a liberação de petróleo previamente sancionado, armazenado em barris e navios, bloqueado por restrições financeiras dos EUA. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, a medida contempla carregamentos retidos, incluindo navios recentemente apreendidos pelas autoridades americanas no Caribe com milhões de barris de petróleo.
(Com informações da EFE e AFP)