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Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o norte do Chile nesta quinta-feira (12), segundo informações preliminares do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres. O tremor foi registrado às 10h34 (horário local) e teve epicentro a 15 quilômetros a sudeste do Parque Fray Jorge, na região de Coquimbo, com profundidade estimada em 33 quilômetros.
De acordo com o órgão, as coordenadas do epicentro foram latitude -30,78 e longitude -71,61, em área próxima à reserva natural. Até o momento, não há relatos de vítimas ou danos materiais. O abalo foi sentido entre as regiões de Atacama e Ñuble.
As autoridades informaram que o terremoto não reúne condições para gerar tsunami na costa chilena. O monitoramento da atividade sísmica segue em andamento.
Na Argentina, moradores de províncias próximas à Cordilheira dos Andes, como Mendoza, San Juan, La Rioja e San Luis, também relataram ter sentido o tremor.
O Chile está localizado na zona de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, onde ocorre o processo de subducção — responsável pela intensa atividade sísmica no país. Segundo o Centro Sismológico Nacional (CSN), da Universidade do Chile, milhares de tremores são registrados anualmente, a maioria de baixa magnitude, embora eventos mais fortes ocorram de forma periódica.
O país tem um dos históricos sísmicos mais ativos do mundo. Em 22 de maio de 1960, foi registrado o terremoto de Valdivia, de magnitude 9,5 — o mais intenso já medido instrumentalmente, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O desastre deixou mais de 1.600 mortos no Chile e provocou um tsunami que atingiu diversas áreas do Pacífico, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).
Em 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região de Maule, causando mais de 500 mortes e gerando um tsunami. O evento está entre os dez mais intensos já registrados no mundo, segundo o USGS e o CSN.
Outros tremores significativos marcaram o país nas últimas décadas, como o de magnitude 8,2 em 2014, na região de Tarapacá; o de 8,3 em 2015, em Coquimbo, que deixou 15 mortos; e abalos mais recentes, como o de magnitude 6,9 em Valparaíso, em 2017, e o de 6,4 em Coquimbo, em 2022 — ambos sem registro de vítimas fatais.
Segundo o CSN, as regiões norte e central do Chile concentram grande parte da liberação histórica de energia sísmica associada ao contato entre as placas tectônicas ao longo da costa do Pacífico, cenário que mantém o país entre os mais suscetíveis a grandes terremotos no mundo.
