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O Irã reforçou nesta segunda-feira (2) que não negociará com os Estados Unidos, em declaração feita pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani. A afirmação contradiz o presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou no domingo (1º) à revista The Atlantic que os líderes iranianos estariam interessados em retomar negociações e que ele havia concordado em dialogar.
“Eles querem conversar e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, disse Trump à revista norte-americana.
Em resposta, Larijani negou em publicação na rede social X uma informação divulgada pelo Wall Street Journal, segundo a qual ele teria buscado retomar negociações com os EUA por meio de intermediários do Sultanato de Omã. “Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu o secretário de segurança do Irã.
Em outro post, Larijani acusou Trump de gerar instabilidade na região e criticou sua política externa: “Trump mergulhou a região no caos com ‘falsas esperanças’ e agora está preocupado com mais baixas entre as forças norte-americanas. Com suas ações delirantes, ele transformou seu próprio slogan ‘América Primeiro’ em ‘Israel Primeiro’ e sacrificou soldados norte-americanos pelas ambições de poder de Israel. Com novas mentiras, ele mais uma vez impõe o preço de seu culto à personalidade aos soldados e famílias norte-americanas. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As forças armadas iranianas não iniciaram a agressão**”, escreveu Larijani.
Em discurso de 6 minutos no domingo, Trump reforçou a retaliação americana e deixou claro que a ofensiva no Irã continuará: “Eu, mais uma vez, exorto a Guarda Revolucionária, os militares iranianos e a polícia a deporem as armas e receberem imunidade total ou enfrentarem a morte certa. Será morte certa. Não será bonito”, afirmou o presidente, após a morte de três militares americanos durante ataques iranianos.