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Um avião-cisterna KC-135 Stratotanker da Força Aérea dos Estados Unidos caiu nesta quinta-feira (12) no oeste do Iraque, enquanto participava da operação militar americana contra o Irã, chamada “Fúria Épica”. Até o momento, não há informações oficiais sobre mortos ou feridos, já que as buscas ainda estão em andamento.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que o acidente ocorreu em espaço aéreo aliado e não há indícios de que a aeronave tenha sido abatida por fogo inimigo.
“O Comando Central tem conhecimento da perda de um avião de reabastecimento KC-135. O incidente ocorreu em espaço aéreo aliado durante a Operação Fúria Épica”, afirmou o órgão em rede social.
Segundo o comunicado, duas aeronaves participavam da missão: uma conseguiu pousar normalmente, enquanto a outra se acidentou. As operações de busca e resgate continuam, mas ainda não há informações sobre o número de tripulantes a bordo.
O KC-135 Stratotanker é o principal avião de reabastecimento em voo da Força Aérea americana e tem sido fundamental na projeção global dos EUA por mais de seis décadas. Com capacidade para transferir combustível a bombardeiros, caças e aviões de transporte, a aeronave opera normalmente com três tripulantes, podendo transportar até 37 passageiros em algumas missões.
O avião permite que forças aéreas aliadas realizem operações prolongadas sem precisar pousar e participou de todos os grandes conflitos dos EUA desde a Guerra do Vietnã.
O acidente acontece enquanto os Estados Unidos e aliados intensificam ataques aéreos contra alvos no Irã, na segunda semana da operação “Fúria Épica”. A ofensiva envolve bombardeiros, caças e aviões de apoio em toda a região.
O presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva “avança rapidamente”, sem detalhar quanto tempo deve durar. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, sete militares americanos já morreram. Ainda nesta quinta-feira, o porta-aviões USS Gerald Ford, no Mar Vermelho, registrou um incêndio a bordo que deixou dois tripulantes feridos.
O KC-135 é o primeiro avião-cisterna americano perdido nesta guerra, mas não é o primeiro incidente aéreo. Nos primeiros dias da operação, três caças F-15E foram derrubados por engano por forças aliadas no Kuwait, com todos os pilotos conseguindo ejetar-se e sobreviver.
Tensão crescente
Enquanto isso, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reafirmou a intenção de Teerã de manter o estreito de Ormuz fechado e continuar ataques contra bases americanas na região. A rota estratégica é responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo, e a ameaça iraniana elevou os preços internacionais do combustível e gerou preocupação com o fornecimento global.
O Pentágono reforçou que a prioridade é garantir a liberdade de navegação e proteger as forças americanas e aliadas. Após o acidente do KC-135, foram ativados procedimentos de emergência para minimizar riscos e manter a estabilidade das operações.
Nos Estados Unidos, o conflito tem gerado pressão política, com preocupações sobre o impacto econômico da guerra, especialmente o aumento dos preços da gasolina e os possíveis efeitos sobre as eleições de meio mandato em novembro.