Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Um comunicado atribuído a Mojtaba Khamenei, de 56 anos, novo líder supremo do Irã, foi lido nesta quinta-feira (12) na televisão estatal, em meio a rumores de que ele estaria em coma, teria perdido uma perna ou até mesmo poderia estar morto. O próprio líder não apareceu na TV, aumentando especulações sobre seu estado de saúde.
O comunicado, lido por um apresentador de TV estatal, traz as seguintes declarações de Mojtaba Khamenei:
- O Irã “não se absterá de vingar o sangue de seus mártires”.
- “Não somos inimigos dos países ao nosso redor, e estamos apenas mirando as bases desses americanos”.
- Iranianos devem buscar melhorar relações com os países vizinhos: “Enviamos uma mensagem aos líderes da região e enfatizamos que vamos ter boas relações com os países ao nosso redor”.
- Bases americanas na região devem ser fechadas imediatamente: “A existência das bases dos EUA [nos países vizinhos do Irã] e o uso dessas bases para atacar o Irã não beneficiam a região e devem ser fechadas”.
- O Irã buscará compensações de seus inimigos ou destruirá seus ativos, oferecendo também auxílio financeiro a cidadãos iranianos afetados pela violência: “Uma quantidade limitada dessa vingança já tomou forma concreta, mas até ser totalmente realizada, este caso continuará entre nossas prioridades”.
- Sobre grupos aliados no Oriente Médio: “Grupos armados no Iraque querem ajudar nossa nação, enquanto no Iêmen eles também farão o trabalho”.
- Sobre perdas pessoais durante o ataque que matou seu pai: “Perdi meu pai, perdi minha esposa. Minha irmã perdeu seu filho, assim como o marido, que foi martirizado. Mas o que nos faz suportar todas essas provações é confiar na graça de Deus e saber que a paciência vai resolver”.
Fontes do jornal Daily Mail indicam que Mojtaba estaria internado no Hospital Universitário Sina, cercado por agentes de segurança, e parte do hospital foi isolada para sua proteção. Não se sabe ainda se ele foi ferido nos mesmos ataques que mataram seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro.
O líder estaria sob os cuidados do ministro da Saúde do Irã, Mohammad Reza Zafarghandi, e do cirurgião sênior Dr. Mohammad Marashi, conforme relatos de fontes locais ao veículo. Há ainda informações de que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, teria visitado Mojtaba nos últimos dias e está sendo informado sobre seu estado de saúde.
Apesar do comunicado, fontes relatam ao jornal britânico que Mojtaba estaria em coma, com lesões nas pernas, braços e órgãos internos. A TV estatal refere-se a ele como “Jaanbaz do Ramadan”, ou veterano de guerra ferido, enquanto o país continua sendo administrado por comandantes regionais da Guarda Revolucionária Islâmica.
Exilados e antigos aliados alertam para a postura agressiva do novo líder. Jaber Rajabi, ex-assessor de política externa do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, afirmou ao Jerusalem Post:
- “Mojtaba é mais perigoso que seu pai e não tem medo de matar milhares”.
- “Ele é oposto ao seu pai, que se irrita facilmente; Mojtaba pode mentir muito melhor e sabe manipular”.
- “Se ele consegue matar 13.000 de seu próprio povo, não terá problemas em matar 100.000 em Tel Aviv”.
Enquanto isso, a guerra na região continua com impactos globais:
- Ataques iranianos a embarcações e infraestrutura energética elevaram o preço do barril de petróleo para mais de US$ 100, um aumento de 38% desde o início do conflito.
- O Hezbollah lançou cerca de 200 foguetes contra o norte de Israel, enquanto o país respondeu com ataques no Irã e no Líbano, provocando mortes e milhares de deslocados.
- O Irã controla parcialmente o estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo, paralisando o tráfego marítimo.
- Ataques de drones atingiram Dubai, Muharraq (Bahrein) e a Arábia Saudita, causando incêndios e danos a prédios, enquanto bancos suspenderam atividades por precaução.
O presidente iraniano afirmou que os ataques continuarão até que o Irã obtenha garantias de segurança contra novos ataques, indicando que mesmo um cessar-fogo ou declaração de vitória dos EUA pode não encerrar o conflito.