Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, realizaram neste sábado (28) seu primeiro ataque contra Israel desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, elevando os temores de que o conflito se amplie ainda mais na região.
Segundo o grupo, uma série de mísseis balísticos foi lançada “almejando alvos militares israelenses sensíveis”, em retaliação aos ataques contra infraestrutura no Irã, Líbano, Iraque e territórios palestinos. Os Houthis afirmaram que suas operações continuarão até o fim da “agressão” em todas as frentes.
Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter interceptado um dos mísseis lançados do Iêmen. No entanto, fontes locais relataram que várias pessoas ficaram levemente feridas após o impacto de outro míssil em Eshtaol, próximo a Jerusalém. O projétil, que carregava uma ogiva convencional de centenas de quilos, causou danos significativos a residências próximas.
Especialistas alertam que o grupo iemenita poderia tentar fechar o Canal de Suez, após o lançamento do míssil em direção a Israel, o que representaria uma segunda importante rota marítima bloqueada além do Estreito de Ormuz, impactando a economia global e dificultando a circulação de navios na região.
Na sexta-feira, o porta-voz militar dos Houthis, brigadeiro-general Saree, declarou que o grupo poderia se engajar diretamente na guerra em nome do Irã caso os ataques contra o país não cessassem. “Afirmamos que nossos dedos estão no gatilho para intervenção militar direta em qualquer um dos seguintes casos”, disse Saree, incluindo a “continuação da escalada contra a República Islâmica e o Eixo da Jihad e da Resistência, conforme ditado pelo teatro de operações militares”.
O ataque dos Houthis reforça a preocupação com confrontos mais amplos e novos ataques a embarcações no Mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab al-Mandab, que dá acesso ao Canal de Suez. Especialistas alertam que navios e até o próprio canal poderiam ser alvos. Este não é o primeiro episódio de ataques do grupo a embarcações; anteriormente, eles já haviam mirado navios no Mar Vermelho durante a guerra em Gaza.
Além disso, mais de duas dezenas de soldados norte-americanos foram feridos em ataques iranianos contra uma base aérea saudita na última semana, incluindo 15 no incidente ocorrido na base do príncipe Sultan, na sexta-feira. Ataques continuaram em diversas frentes durante a madrugada, envolvendo Irã, Líbano, Israel e Bahrein.
Israel confirmou a interceptação dos mísseis, mas o episódio aumenta o receio de que os Houthis se unam a Teerã em ataques contra navios na região.
Diplomaticamente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conversou com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo governo sediará uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Turquia e da Arábia Saudita no domingo, buscando reduzir as tensões regionais.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares norte-americanas devem ser concluídas nas próximas semanas, mas os Houthis garantiram que seguirão com suas ações até o fim da “agressão”.
Sem sinais de solução diplomática, a guerra, iniciada com ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, já se espalhou pelo Oriente Médio, causando milhares de mortes e impactos significativos na economia mundial, com interrupções no fornecimento global de energia.