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O regime iraniano lançou um alerta máximo nesta segunda-feira (13) em resposta ao anúncio de bloqueio naval feito pelos Estados Unidos. Em comunicado divulgado pela TV estatal, o Exército do Irã afirmou que as restrições impostas à navegação em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de “pirataria”.
A ameaça foi direta: o quartel central Khatam al-Anbiya declarou que, caso a segurança de suas instalações no Golfo Pérsico e no Mar Arábico seja comprometida, “nenhum porto da região estará a salvo”.
“Se você lutar, nós lutaremos”
Altos funcionários iranianos elevaram o tom contra o presidente Donald Trump. Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, enviou um recado claro ao governo americano: “Si você lutar, nós lutaremos”.
Já Mohsen Rezaei, assessor militar e ex-comandante da Guarda Revolucionária, afirmou na rede social X que o país possui “recursos importantes e inexplorados” para romper o bloqueio no Estreito de Ormuz. Ele garantiu que o Irã não se deixará intimidar por “tuítes ou planos imaginários”.
Por sua vez, a Guarda Revolucionária informou que o Estreito permanece sob seu “controle total” e que embarcações militares estrangeiras receberão uma “resposta contundente”.
Início do Bloqueio e Impacto no Mar
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou que o bloqueio terá início oficial nesta segunda-feira, às 10h (horário de Washington). A medida será aplicada de forma imparcial a todos os navios que entrem ou saiam de zonas costeiras iranianas.
O impacto econômico já é visível:
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Queda no tráfego: O fluxo de navios no Estreito de Ormuz caiu drasticamente.
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Números: De uma média de 100 a 135 navios diários antes da guerra, pouco mais de 40 cruzaram a via desde o início das tensões atuais, segundo dados da Lloyd’s List.
Fracasso diplomático no Paquistão
A decisão de Washington pelo bloqueio ocorre após o colapso das negociações de cessar-fogo no Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, explicou que o diálogo travou porque o Irã se recusou a abrir mão do desenvolvimento de armas nucleares.
Em contrapartida, Teerã exige indenizações pelos danos causados por ataques dos EUA e de Israel iniciados em 28 de fevereiro, além do descongelamento de ativos financeiros iranianos no exterior.
Reino Unido se distancia da medida
Enquanto os EUA avançam militarmente, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou à BBC que o Reino Unido não participará do bloqueio. Starmer afirmou que os esforços britânicos estão focados na reabertura da rota marítima e que o país só ajudaria no desminado da região após o fim total dos combates.