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O conselho de administração da Tesla apresentou nesta sexta-feira um novo plano de compensação para o CEO Elon Musk, que pode chegar a US$ 1 trilhão na próxima década, caso sejam atingidas metas consideradas extremamente ambiciosas.
Diferente de planos tradicionais, o pacote não prevê salário nem bônus em dinheiro. Musk receberá ações em tranches, condicionadas ao aumento do valor de mercado da companhia e ao cumprimento de objetivos como crescimento expressivo das lucros e venda de milhões de veículos, robotaxis e robôs de inteligência artificial.
Em carta aos investidores, a presidente do conselho, Robyn Denholm, destacou que “reter e incentivar Elon é fundamental para que a Tesla se torne a empresa mais valiosa da história”. Segundo ela, o plano foi “desenhado para alinhar o extraordinário valor de longo prazo para os acionistas com incentivos que impulsionem o máximo desempenho de nosso líder visionário”.
O conselho reforçou que Musk não receberá compensação alguma caso o crescimento da empresa estacione, mas o tamanho do pacote reacende o debate sobre a remuneração do homem mais rico do mundo.
O plano exige que Musk eleve a capitalização de mercado da Tesla de US$ 1,09 trilhão para US$ 8,5 trilhões — mais que o dobro da atual avaliação da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo hoje, com US$ 4,2 trilhões. Entre outras metas, a Tesla precisará vender 12 milhões de veículos elétricos adicionais, atingir 10 milhões de assinaturas de condução autônoma, registrar 1 milhão de veículos operando na rede Robotaxi, comercializar 1 milhão de robôs de IA e multiplicar por 24 seus lucros ajustados, chegando a US$ 400 bilhões.
O primeiro marco de valorização está definido em US$ 2 trilhões. Caso Musk não consiga dobrar a avaliação da Tesla durante os 10 anos do plano, ele não receberá compensação alguma. Cada nível alcançado, combinado com metas de lucro ou vendas, libera a entrega de aproximadamente 35 milhões de ações, equivalentes a 1% do capital da empresa.
As ações recebidas não poderão ser vendidas por sete anos e meio, e qualquer negociação significativa precisará de aprovação do conselho para evitar volatilidade no preço das ações. No final do plano, quando Musk tiver 64 anos, ele deverá participar do desenvolvimento de um framework para a sucessão de longo prazo do CEO.
O plano exige ainda que Musk reverta a queda de 30% no preço das ações desde dezembro, em meio a vendas mais baixas e reação negativa de consumidores ao seu ativismo político, incluindo o confronto com o presidente Donald Trump, que cancelou incentivos para veículos elétricos e energia solar.
A estrutura do plano lembra o acordo de 2018, que também era considerado inalcançável, mas foi totalmente cumprido após o valor de mercado da Tesla subir de US$ 59 bilhões para mais de US$ 650 bilhões, gerando a Musk US$ 56 bilhões em opções de ações — a maior remuneração da história.
Caso o pacote de 2025 seja totalmente ativado e a Tesla vença o recurso em Delaware, o controle de Musk na empresa subiria para 32%, mas após impostos e diluição, ficaria em cerca de 25% dos votos, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.