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A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou nesta quarta-feira (19) um pedido de habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, buscando a soltura do empresário. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal enquanto passava pelo raio-x do Aeroporto de Guarulhos, na noite de segunda-feira (16), ao tentar embarcar em um avião particular com destino ao exterior.
Durante a audiência de custódia, os advogados pediram que Vorcaro permanecesse na carceragem da PF em São Paulo, evitando sua transferência para uma penitenciária. O juiz responsável, Ricardo Leite, solicitou uma manifestação da PF antes de decidir sobre o pedido e manteve a prisão do empresário e de outros envolvidos.
Segundo a defesa, Vorcaro planejava viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para tratar da venda do banco, com Malta servindo apenas como escala para abastecimento. Entretanto, investigadores apontam que o plano de voo apresentado indicava Malta como destino final.
A prisão faz parte da operação Compliance Zero, deflagrada na terça-feira (18) pela PF, que também resultou na detenção de seis pessoas e no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. Durante as ações, foram apreendidos carros de luxo, obras de arte, relógios, R$ 1,6 milhão em espécie e uma aeronave.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início em 2024 após uma requisição do Ministério Público Federal para apurar a possível criação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira, que teriam sido vendidas a outro banco e substituídas por novos ativos sem avaliação técnica adequada, em desacordo com fiscalizações do Banco Central.
O esquema investigado pode ter movimentado R$ 12,2 bilhões, valor que foi bloqueado pela Justiça. Vorcaro é suspeito de gestão fraudulenta, gestão temerária, participação em organização criminosa e outros crimes relacionados ao setor financeiro.