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A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (28) seu novo Plano Estratégico, que prevê investimentos de US$ 109 bilhões (cerca de R$ 582 bilhões) até 2030. O documento estabelece as prioridades para os próximos cinco anos, incluindo a expansão da produção de petróleo e gás, a modernização do parque de refino e o avanço em combustíveis e tecnologias de baixo carbono.
Segundo a estatal, o petróleo e o gás seguirão como núcleo da operação, mas com crescimento gradual em biocombustíveis, gás natural e energias de menor emissão. Do montante total, US$ 91 bilhões correspondem a projetos já em desenvolvimento, enquanto US$ 18 bilhões estão destinados a iniciativas em fase de avaliação.
Geração de empregos e retorno fiscal
A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que o plano prevê a criação e manutenção de 311 mil empregos e um retorno fiscal estimado de R$ 1,4 trilhão a municípios, estados e União até 2030.
“Seguiremos nossa trajetória como empresa integrada e líder na transição energética justa”, disse, destacando que os investimentos representam cerca de 5% do total do país.
Exploração e produção concentram a maior parte dos recursos
A área de Exploração e Produção (E&P) deve receber US$ 78 bilhões (R$ 416,5 bilhões) — o maior volume do plano. O objetivo é ampliar a instalação de novos sistemas no pré-sal e pós-sal, com projeção de pico de produção em 2028, quando a Petrobras espera alcançar 2,7 milhões de barris de petróleo por dia e 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás.
Refino modernizado e ampliação da capacidade
Para a área de Refino, Transporte e Comercialização, estão previstos US$ 20 bilhões (R$ 106,8 bilhões). Entre as metas estão:
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ampliar a capacidade de processamento para 2,1 milhões de barris por dia até 2030;
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melhorar a qualidade dos combustíveis;
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concluir projetos estratégicos como o Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas (MS);
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expandir a logística, com novas barcaças, aumento da frota de navios e melhorias em terminais.
Transição energética ganha mais espaço
Para o segmento de gás natural e energias de baixo carbono, o plano destina US$ 9 bilhões (R$ 48,1 bilhões). O foco inclui:
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biocombustíveis como etanol, biodiesel, biometano, SAF e diesel renovável;
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descarbonização das operações;
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avaliação de projetos de captura e armazenamento de carbono (CCUS);
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hidrogênio de baixa emissão;
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sistemas de armazenamento de energia.
Estrutura corporativa e governança
A parcela destinada ao segmento corporativo soma US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), voltada ao fortalecimento da governança, tecnologia e segurança operacional.
Distribuição total dos investimentos (2025–2030)
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Exploração e Produção: US$ 78 bi (R$ 416,5 bi)
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Refino, Transporte e Comercialização: US$ 20 bi (R$ 106,8 bi)
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Gás e Energias de Baixo Carbono: US$ 9 bi (R$ 48,1 bi)
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Corporativo: US$ 2 bi (R$ 10,7 bi)
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Total: US$ 109 bilhões (R$ 582 bilhões)