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Os preços do ouro e da prata atingiram nesta sexta-feira (26) novos máximos históricos, consolidando um ano excepcional para ambos os metais preciosos, em meio a tensões geopolíticas, volatilidade nos mercados e expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
De acordo com dados da Bloomberg, o ouro chegou a US$ 4.549,9 por onça às 17h08 (16h08 GMT), enquanto a prata disparou até US$ 77,7 por onça às 20h17 (19h17 GMT), uma alta de 8% no dia.
Em 2025, o ouro acumula valorização de 72%, e a prata registra alta próxima a 170%, seus melhores desempenhos anuais desde 1979, quando os metais avançaram 126% e 435%, respectivamente.
O analista Antonio Castelo, da iBroker, explicou que a escalada nos preços reflete principalmente a expectativa de cortes adicionais na taxa de juros nos EUA em 2026. Além disso, o dólar vive seu pior ano em quase uma década, favorecendo o encarecimento de commodities cotadas na moeda norte-americana.
“O ouro e a prata reforçaram seu papel tradicional como valor refúgio em um ano marcado por conflitos na Ucrânia, Oriente Médio e recentes tensões entre Venezuela e Estados Unidos”, afirmou Castelo. O analista destacou ainda que o interesse de investidores por ETFs, futuros e produtos alavancados impulsionou o fluxo para os fundos de ouro, tornando 2025 o melhor ano para ETFs do metal em pelo menos cinco anos.
No caso da prata, a componente especulativa é ainda mais intensa. Estima-se que os ETPs (produtos negociáveis em bolsa) do metal tenham aumentado suas posições em cerca de 100 milhões de onças na primeira metade do ano.
Petróleo em queda
Enquanto os metais preciosos disparam, os preços do petróleo registraram queda superior a US$ 1 por barril nesta sexta-feira, pressionados pelo temor de sobreoferta global e pela redução da prima de risco relacionada à guerra, em um cenário de expectativa sobre um possível acordo de paz para a Ucrânia.
Às 16h42 GMT, os futuros do Brent caíam US$ 1,03 (-1,65%), a US$ 61,21 por barril, enquanto o WTI recuava US$ 1,05 (-1,8%), a US$ 57,30 por barril. Apesar de interrupções recentes na produção terem elevado os preços, ambos os indicadores caminham para fechar o ano com suas maiores quedas desde 2020: Brent -18% e WTI -20%, afetados pelo aumento da oferta global e preocupações com excesso de petróleo em 2026.
Segundo analistas da Aegis Hedging, “as primas geopolíticas sustentaram os preços no curto prazo, mas não alteraram substancialmente a narrativa de excesso de oferta”.
As tensões internacionais continuam a influenciar o mercado. June Goh, da Sparta Commodities, afirmou que ataques nigerianos relacionados ao Estado Islâmico não impactaram diretamente oleodutos ou terminais petrolíferos, mantendo os operadores cautelosos. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a oferta mundial de petróleo em 2026 deve superar a demanda em 3,84 milhões de barris por dia.
Investidores também acompanham de perto o processo de paz entre Rússia e Ucrânia, que pode afetar os preços futuros do petróleo caso resulte no levantamento de sanções internacionais ao setor russo. O presidente ucraniano, Volodímir Zelensky, deve tratar de questões territoriais com o presidente dos EUA, Donald Trump, em encontro na Flórida no domingo, enquanto avança a elaboração de um plano de paz de 20 pontos.
Zelensky afirmou que “muito se pode decidir antes do Ano Novo”, reforçando a expectativa de avanços nas negociações ainda em 2025.
(Com informações de EFE e Reuters)