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A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu neste domingo manter seu plano de reabertura gradual e em etapas das atividades produtivas e econômicas na cidade, mesmo depois de o governo do Estado liberar por decreto, já a partir da véspera, o funcionamento de diversos segmentos em meio à pandemia de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.
O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) anunciou que manterá seu planejamento de reabertura em seis fases, após se reunir com o comitê científico do governo municipal.
“A decisão de manter o plano de reabertura foi tomada por unanimidade”, disse Crivella a jornalistas neste domingo. “Se tudo correr bem, se tiver higiene, usar máscara, sem aglomeração, com certeza em agosto estaremos em um novo normal com a vida toda aberta na cidade”, acrescentou.
O plano municipal prevê uma abertura em seis fases, ou seja, a cada 15 dias, a depender da curva de contaminação da Covid-19 na cidade, do número de casos, óbitos e internações, do índice de transmissão da doença e da disponibilidade de leitos para tratamento.
Na primeira fase foi autorizado o funcionamento de lojas de móveis e decoração, concessionárias de veículos, atividades em centros esportivos e esportes aquáticos. Os camelôs cadastrados pela prefeitura também foram autorizados a funcionar na primeira etapa.
“O conselho científico debateu muito e… temos medo de recaídas, ainda mais num momento com melhora dos indicadores. Uma abertura ampla geral e irrestrita poderia ser prejudicial”, disse Crivella.
O Estado, através de decreto que entrou em vigor no sábado, liberou imediatamente pontos turísticos, shoppings centers, bares, restaurantes, jogos de futebol e outros. Mas a prefeitura só irá permitir a retomada de centros comerciais e jogos de futebol a partir do dia 17. Os pontos turísticos na cidade, como Pão de Açúcar e Cristo Redentor, e os bares e restaurantes só podem reabrir na cidade a partir de julho.
“A gente converge nas recomendações para a reabertura, mas o que diverge é o ritmo”, disse o prefeito.
*Com informações de Reuters