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O petista Fernando Haddad, presidenciável derrotado por Jair Bolsonaro (sem partido) no segundo turno em 2018, fez críticas ao governo e ainda afirmou que está sabotando a democracia e as instituições do Brasil em um momento de crise sanitária e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.
Haddad fez uma participação da edição de hoje do programa UOL Entrevista, conduzida pelos colunistas do UOL Constança Rezende e Diogo Schelp. Ele afirmou que o governo federal promove a desordem ao alterar dados oficiais sobre a epidemia.
Na última sexta-feira (5), o Ministério da Saúde havia alterado sua forma de divulgar informações sobre casos confirmados e óbitos provocados pela covid-19, a pasta optou por mostrar apenas os números obtidos nas últimas 24 horas, porém essa ação foi mal vista pelo Judiciário e Legislativo que decretaram a volta da exibição dos dados completos na terça-feira (9).
Sendo assim, para o petista os protestos que começaram a acontecer em todo o país há duas semanas são uma reação a essas ações do governo federal.
“Como é que quem promove a desordem fala em nome da ordem? Se Bolsonaro é o primeiro a sabotar o país e as necessidades do país. É uma reação da sociedade, até certo ponto compreensível, porque são semanas de agressões gratuitas. Todo mundo quer salvar empregos e salvar vidas, meio mundo quer salvar empregos e salvar vidas, menos o governo federal”, afirmou Haddad.
“Estamos num governo que está sabotando o país num momento delicado. As pessoas estão indo para a rua neste momento porque estão perdendo a confiança nas instituições.” O petista ainda disse que “lamenta muito que os brasileiros estejam se arriscando para defender a liberdade” nessas manifestações.
Além disso, Haddad ainda afirmou que há pessoas treinadas em guerrilhas no exterior que estão adquirindo armamentos para promover distúrbio.
“Se a população reage num movimento amplo, antifascista, pela democracia, não posso condenar, porque a provocação vem do governo federal. Se tivéssemos um governo com autoridade, que unisse o país contra a pandemia, que não sabotasse o isolamento? Nós estamos há 90 dias com o isolamento mal feito. Corremos o risco de sair de um isolamento mal feito e ter que voltar a ele depois.” concluiu