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A Polícia Federal (PF) fará uma análise independente do material colhido até agora no inquérito conduzido pela PGR de Augusto Aras sobre suposta organização e financiamento de “atos antidemocráticos”, relatada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, informa O Antagonista.
A PGR e o STF consideram as manifestações pró-Bolsonaro e em apoio ao governo, que geralmente ocorrem aos domingos, como “antidemocráticas”.
Em despacho encaminhado no último dia 17 de junho, a delegada responsável pelo caso na PF, Denisse Ribeiro, determinou que relatórios de buscas e apreensões, quebras de sigilos e depoimentos já tomados sejam autuados de forma apartada dentro do inquérito.
Com isso, a PF consegue tirar suas próprias conclusões sobre o suposto grau e o modo de articulação entre políticos, empresários, militantes, youtubers e influenciadores digitais na promoção das manifestações.
A linha da PF põe em dúvida essa forma de integração entre os diversos atores, apurada pela PGR de Aras.
No pedido para realizar uma análise própria do caso, apresentado a Alexandre de Moraes no dia 4 de junho, a delegada Denisse Ribeiro afirmou que seu objetivo não seria, como quer a PGR, “provar um nexo de causalidade entre o fenômeno [os atos antidemocráticos] e a atuação dos agentes que dele participam”.
Em vez disso, a PF atuaria para “verificar se existe esse liame apontado pelo requerente [a PGR], checando se há, de fato, prática de crime, circunstâncias e respectivos autores e partícipes”.
Segundo o site, a PF vai verificar se existem elementos que apontam para a não ocorrência desses crimes, bem como desvendar se há circunstâncias ou participação de pessoas ainda não indicadas pela PGR.