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Nesta quarta-feira (20), a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, participou de sua última sessão plenária como membro e presidente da Corte. Ana Arraes vai se aposentar compulsoriamente porque completa 75 anos no dia 28 deste mês.
A previsão é que o ato de aposentadoria seja publicado no início da próxima semana. O ministro Bruno Dantas, atual vice-presidente e corregedor-geral, assumirá a presidência do TCU.
Já a vaga de Ana Arraes como ministra será preenchida por um indicado da Câmara. Até o momento, pleiteiam o posto os deputados federais Fábio Ramalho (MDB-MG), Hélio Lopes (PL-RJ), Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) e Soraya Santos (PL-RJ).
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tenta costurar um acordo para chegar a um nome de consenso. Caso não seja possível, os candidatos vão disputar a vaga no voto.
O indicado precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Em seu discurso de despedida, Ana Arraes disse que pautou a sua atuação no tribunal no combate às desigualdades, em especial à desigualdade de gênero. “Como Ministra do TCU, sou a única mulher entre os meus pares e a segunda tanto a exercer este cargo quanto a presidir a instituição. Infelizmente, nos espaços públicos que ocupei anteriormente, essa proporção não era muito diferente”, relatou.
Enquanto presidente do TCU, Arraes triplicou o percentual de ocupação feminina em posições estratégicas. Antes, como ministra da Corte, manteve, ao menos, metade dos cargos em seu gabinete ocupada por mulheres.
“Fico satisfeita por termos conseguido avançar internamente no que se refere à igualdade de gênero e mais contente pelo fato de que referido progresso tenha sido percebido de forma positiva pelo corpo funcional”, afirmou.
Ainda em seu discurso, Arraes defendeu que o tribunal atue de forma didática, preventiva, ao invés de somente punitiva.
“Acredito que podemos, sim, contribuir, por meio das funções pedagógica e orientativa, para reduzir o desequilíbrio de conhecimento e, com isso, prevenir falhas prejudiciais ao melhor uso dos recursos públicos”, afirmou.
Por fim, a ministra defendeu uma gestão pública com foco nas pessoas, com escuta “atenta e empática”.
“Deixo o cotidiano do Tribunal com o coração sereno, inebriada pela satisfação de ter recebido o apoio necessário de V. Exas. para implementar mudanças que, há muito, rondavam meus pensamentos”.