PolĂ­tica

Moro pede ao STF arquivamento de denĂșncia da PGR por piada sobre Gilmar Mendes

Foto: Marcelo Camargo/AgĂȘncia Brasil

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A defesa de Sergio Moro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento da denĂșncia apresentada contra o parlamentar pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) por uma piada sobre o ministro do Supremo, Gilmar Mendes.

A apresentação da manifestação do senador atende a uma determinação da ministra do STF CĂĄrmen LĂșcia, relatora do caso.

Em abril, a PGR acionou o STF contra Moro pelo crime de calĂșnia apĂłs declaração do senador sobre Gilmar. Em um evento, Moro brincou e falou em “comprar um habeas corpus” do magistrado.

Os advogados do ex-juiz da Lava Jato também argumentaram que, se o entendimento do STF não for pelo arquivamento, o caso deve seguir para as instùncias inferiores da Justiça.

O suposto crime teria ocorrido antes de Moro assumir o mandato no Senado Federal.

“O vĂ­deo que originou a autuação do presente processo foi gravado durante uma ‘festa junina’, provavelmente ocorrida em junho ou julho de 2022, e a sua versĂŁo editada foi divulgada em abril de 2023, ou seja, muito antes de o acusado [Moro] assumir sua função pĂșblica eletiva junto ao Congresso Nacional”, afirmam os advogados ao STF.

“A gravação nĂŁo foi realizada por Sergio Moro, nem a pedido deste. NĂŁo foi o acusado que gravou o vĂ­deo, tampouco editou, criou, modificou, divulgou ou propagou a versĂŁo falaciosa e descontextualizada das afirmaçÔes que chegaram ao conhecimento de sua excelĂȘncia, o ministro Gilmar Mendes, cujo interesse na apuração do alegado pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica na denĂșncia Ă© tambĂ©m do prĂłprio acusado”, continuam os defensores do ex-ministro.

A defesa de Moro afirma tambĂ©m que nĂŁo hĂĄ “ligação” entre o fato e a condição de parlamentar que justifique a anĂĄlise do caso pelo STF.

De acordo com os advogados de Moro, “houve uma inversĂŁo da realidade para incriminar Sergio Moro e fulminar a sua carreia pĂșblica como senador”.

Eles tambĂ©m argumentaram ao STF que nĂŁo houve crime na conduta de Moro: “Sergio Moro nĂŁo atribuiu a responsabilidade de um acontecimento concreto e criminoso ao ministro Gilmar Mendes. O conceito objetivo do tipo penal resta esvaziado, portanto”.

“Tratou-se de uma fala retirada de contexto e que serviu ao propĂłsito de macular a veracidade dos acontecimentos. AliĂĄs, tĂŁo logo esses fatos se tornaram notĂłrios, Sergio Moro foi a pĂșblico manifestar seu repĂșdio Ă  conotação insinuada”, completaram.

CaberĂĄ Ă  CarmĂ©n LĂșcia analisar a denĂșncia da PGR e a resposta de Moro para decidir se o processo penal terĂĄ prosseguimento.

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