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Durante a posse de Edinho Silva na presidência do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, neste sábado (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes tensões comerciais com os Estados Unidos e defendeu que o Brasil adote uma postura firme, mas equilibrada, nas negociações internacionais.
“Tenho um limite de briga com o governo americano. Não posso falar tudo que penso, falo o que é necessário”, afirmou o presidente.
Lula disse que o país não deve se subordinar ao dólar e defendeu relações internacionais baseadas na igualdade. “Os Estados Unidos são grandes, são os mais bélicos, mais tecnológicos, maior economia do mundo, mas queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Nós temos interesses econômicos, estratégicos. Não somos uma republiqueta”, afirmou.
O presidente também comentou as sanções econômicas aplicadas com base em motivações políticas, classificando-as como “inaceitáveis”. “Esse é um país de paz. Quem quiser confusão conosco, pode saber, não queremos brigar, mas não pensem: nós não temos medo”, disse.
Em defesa da atuação do PT na política externa, Lula afirmou: “Eu gosto do PT, porque ele não fala fino com os Estados Unidos, e não fala grosso com a Bolívia. A gente fala em igualdade de condições com os dois. Essa que é a lógica da política”.
Ele também disse que o partido precisa de uma “direção mais exigente” para enfrentar as eleições de 2026. Segundo o presidente, o cenário político atual é mais acirrado do que em disputas anteriores. “O mundo está mais complicado. Enfrentar a extrema direita era muito fácil quando a gente tinha o Fernando Henrique Cardozo na oposição. Era uma oposição civilizada. A gente até se chamava de companheiro. Agora não, agora os caras que estão disputando são inimigos e nos chamam de inimigos”, afirmou.
Lula comentou ainda a possibilidade de se candidatar novamente à Presidência, condicionando a decisão ao seu estado de saúde. “Eu para ser candidato, a Janja sabe disso, eu preciso estar 100% de saúde. Eu decidir ser candidato para depois acontecer comigo o que aconteceu com o Biden, jamais eu irei enganar o partido e irei enganar o povo brasileiro.”
Durante o discurso, o presidente também criticou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teria apoiado tarifas contra produtos brasileiros nos Estados Unidos. “Agora, os caras que estão disputando [eleições] nos tratam como inimigos. Tem um cara que fazia campanha abraçado na bandeira nacional, agora está nos EUA se abraçar à bandeira americana para pedir pro Trump fazer taxação nos produtos brasileiros para dar anistia para o pai dele. É a excrecência da excrecência”, declarou.
Lula demonstra preocupação com possível maioria da direita no Senado: “Se eles elegerem 17, vão fazer maioria”