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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ameaçou com a suspensão de seis meses de mandato os parlamentares que continuarem no plenário para impedir as sessões. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (6) após uma reunião com líderes partidários.
Desde terça-feira (5), deputados aliados de Jair Bolsonaro (PL) ocupam a Mesa Diretora da Câmara em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente, decretada por Alexandre de Moraes. O grupo exige a votação de um projeto de lei que conceda anistia a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), confirmou a decisão de Motta: “Houve consenso para retomar o espaço da cadeira do presidente da Câmara. [Hugo Motta] deixou claro que quem impedir que ele assuma a presidência da Câmara vai ser suspenso e pode ter o nome enviado para o Conselho de Ética para um processo de cassação”.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) também se manifestou contra a paralisação. Ele determinou que a sessão desta quinta-feira (7) seja realizada de forma remota para garantir o funcionamento da Casa e a votação de pautas importantes.
Em nota, Alcolumbre afirmou que não vai ceder a pressões: “Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”. Ele citou como prioridade o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos, reforçando que a “democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza”.