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Após dois dias de paralisação dos trabalhos no Congresso Nacional, parlamentares da oposição anunciaram nesta quinta-feira (7) o fim da obstrução no Senado Federal. A medida foi encerrada após o grupo formalizar o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o apoio de 41 senadores.
O requerimento foi apresentado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO) e contou com a assinatura final de Laércio Oliveira (PP-SE). Durante o protesto, congressistas criticaram decisões recentes do ministro, especialmente a prisão domiciliar de um ex-presidente, que motivou manifestações e a interrupção temporária das atividades legislativas logo após o recesso parlamentar.
O fim da obstrução ocorreu após duas reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), a expectativa da oposição é de que o pedido de impeachment seja considerado legítimo e que os trâmites necessários sejam iniciados.
“A decisão majoritária do Senado em reconhecer a necessidade de análise desse pedido representa uma vitória. Demonstra que, mesmo em um cenário onde há representação governamental, os princípios constitucionais e o interesse nacional prevaleceram”, afirmou Marinho, que foi ministro no governo de Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com ele, o pedido se baseia em “supostos crimes de responsabilidade” atribuídos a Moraes. Marinho afirmou que decisões do ministro têm gerado instabilidade no cenário político e impactado negativamente a democracia.
Com o encerramento do protesto, a mesa do plenário foi desocupada e os trabalhos legislativos devem ser retomados. Uma sessão virtual está prevista para as 11h desta sexta-feira, e caberá ao presidente do Senado definir se o encontro será mantido nesse formato ou ocorrerá de forma presencial.
Apesar das divergências com o governo, Marinho garantiu que a oposição continuará participando dos debates no Parlamento. “Nossa intenção é participar ativamente de todas as pautas relevantes para o país. Este Parlamento é um organismo livre”, concluiu.