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A CPI do Crime Organizado pode ganhar um novo e polêmico capítulo. Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (ES) protocolaram, nesta quarta-feira (28), requerimentos para convocar irmãos e um primo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para prestarem depoimento à comissão.
O pedido mira José Carlos Dias Toffoli, José Eugênio Dias Toffoli e Mario Umberto Degani. Os três foram sócios do Tayayá Aqua Resort, um empreendimento de luxo localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A movimentação parlamentar ocorre após reportagem do portal Metrópoles apontar suspeitas de exploração de jogos de azar e a presença irregular de menores de idade no local.
Foco em lavagem de dinheiro e jogos de azar
A justificativa dos senadores do PL é a necessidade de apurar se a exploração de apostas no resort serviu como fachada para práticas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado. Os parlamentares querem esclarecer:
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A participação dos familiares de Toffoli na gestão do hotel;
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O grau de conhecimento que possuíam sobre as atividades ilegais citadas;
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Quando as práticas de jogos de azar teriam se iniciado.
“As oitivas são fundamentais para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos e para verificar se houve omissão ou conivência com o crime”, argumentam os senadores nos requerimentos.
Compra do hotel também sob suspeita
Além dos familiares do magistrado, a oposição quer ouvir o advogado Paulo Humberto Barbosa, que adquiriu o Tayayá Aqua Resort em 2025. O objetivo é dissecar a transação societária e entender se o novo proprietário deu continuidade às práticas apontadas ou se teve conhecimento das irregularidades ao assumir o controle do negócio.
Outro ponto que preocupa a CPI é o impacto social. Segundo Portinho e Malta, a presença confirmada de crianças em ambientes de apostas e a falta de controle de acesso podem gerar graves punições. “Se confirmadas, essas práticas podem causar responsabilizações em múltiplas esferas”, afirmaram.
Os requerimentos ainda precisam ser votados e aprovados pela maioria da comissão para que as convocações sejam efetivadas. Caso passem, o caso deve elevar a temperatura política entre o Senado e o STF.