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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (20) que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve ser julgado em seu próprio país, e não nos Estados Unidos, onde está detido, afirmou em entrevista ao canal India Today, em Nova Délhi, onde cumpre agenda diplomática.
Lula declarou que, em sua avaliação, “não podemos aceitar que o chefe de Estado de um país invada outro país e capture o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso, e não é aceitável”.
O ex-líder venezuelano foi capturado por forças especiais norte-americanas em Caracas no início de janeiro e transferido para Nova York, onde responde a acusações ligadas ao tráfico de drogas.
Para o presidente brasileiro, “se Maduro tiver de ser julgado, ele deve ser julgado no seu país, e não no estrangeiro”. Ele ainda afirmou que a prioridade deve ser o restabelecimento e a consolidação da democracia venezuelana: “o problema da Venezuela tem de ser resolvido pelo povo da Venezuela, e não por interferência estrangeira”.
Lula também fez referência ao histórico de golpes militares na América Latina nas décadas de 1960 e 1970, quando, segundo ele, embaixadas norte-americanas tiveram influência política na região, afetando o processo de desmilitarização.
Questionado sobre relação com os Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil “não quer confronto com os Estados Unidos nem com qualquer outro país” e que pretende manter relações diplomáticas “de forma civilizada, com respeito à soberania e à cultura de cada nação”. Ainda assim, ele disse que espera conversar pessoalmente com o presidente norte-americano Donald Trump para tratar de temas como tarifas comerciais, combate ao crime organizado e tráfico de drogas