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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga um suposto esquema de fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realiza, nesta segunda-feira (2), novos depoimentos considerados estratégicos para o andamento das apurações.
Serão ouvidos Aline Barbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” — e o advogado Cecílio Galvão. A sessão está marcada para começar às 16h e é a primeira após o bate-boca registrado na última quinta-feira, quando parlamentares aprovaram requerimentos envolvendo Lulinha.
De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o advogado Cecílio Galvão será levado coercitivamente ao Senado. Ele não compareceu à reunião anterior, realizada na quinta-feira (26).
O objetivo da oitiva é esclarecer supostos contratos milionários firmados com associações que estariam envolvidas no esquema de descontos irregulares aplicados a aposentados.
No requerimento de convocação, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirma que Galvão aparece como sócio de uma empresa que mantém contratos com institutos de previdência de servidores públicos estaduais e municipais.
Segundo o parlamentar, essa empresa teria recomendado aportes financeiros desses fundos no Banco Master — instituição que se tornou alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraude bilionária e que atualmente está em liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
Já em relação à ex-secretária do chamado “Careca do INSS”, o relator aponta que Aline Barbara Mota de Sá Cabral poderá esclarecer a dinâmica de funcionamento das empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes.
De acordo com investigações da Polícia Federal, Antunes é suspeito de articular associações e sindicatos com servidores públicos em um esquema que resultou em descontos indevidos em aposentadorias, sem autorização dos beneficiários.
A CPMI busca entender como funcionava a estrutura empresarial e financeira por trás das operações investigadas, bem como identificar possíveis responsáveis pelos prejuízos causados aos aposentados.