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A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo nas próximas eleições. O anúncio foi feito durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Mato Grosso do Sul.
Segundo a ministra, ainda não há uma data definida para deixar o cargo no governo federal, mas a expectativa é que a decisão sobre sua saída do ministério seja formalizada até o fim de março. Tebet atualmente integra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à frente do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Durante o evento, a ministra explicou que vem sendo incentivada há meses a disputar uma vaga no Senado e que decidiu aceitar o desafio após avaliar o cenário político e o apoio recebido em São Paulo nas eleições presidenciais.
“Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República, sendo onde eu tive mais votos e onde eu tenho mais aceitação: as ideias que eu proponho, a forma como eu penso, ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou”, afirmou Tebet.
A ministra também relatou que conversou informalmente com Lula sobre a possibilidade de disputar o Senado ainda no início do ano. O encontro ocorreu no final de janeiro, durante uma viagem oficial ao Panamá.
De acordo com Tebet, na ocasião o presidente sugeriu que ela considerasse a candidatura.
“Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão e falo isso com muita tranquilidade: eu precisava das bênçãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha na expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela”, disse.
A decisão final foi tomada após uma conversa com a mãe na quarta-feira (11). Tebet afirmou que o diálogo familiar foi determinante para aceitar o desafio político.
“Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, e falo isso com muita tranquilidade. Eu precisava das bençãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, pudesse estar mais próxima dela. Então, depois de explicar a situação para minha mãe, eu decidi cumprir essa missão”, declarou.
Caso confirme oficialmente a candidatura, Tebet deverá deixar o Ministério do Planejamento nos próximos meses para se dedicar à campanha eleitoral. A eventual disputa pelo Senado em São Paulo pode ampliar a presença da ministra na política nacional, especialmente após sua participação na eleição presidencial de 2022, quando ganhou projeção no cenário político brasileiro.