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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a publicar nas redes sociais, nesta segunda-feira (20), o vídeo que motivou um pedido de investigação no chamado inquérito das fake news. A solicitação foi apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Na publicação feita no X (antigo Twitter), Zema comentou a repercussão do caso e afirmou: “Se um teatro de fantoches é visto como ameaca por Gilmar e Moraes é sinal de que a carapuça serviu. Os ministros não gostaram da nossa serie ‘os intocáveis’. Beleza. Mas me processar por isso? O humor é usado para criticar o poder desde que o mundo é mundo”.
O vídeo compartilhado é uma animação que simula um diálogo entre Gilmar Mendes e Dias Toffoli, com representação fictícia de situações relacionadas à condução de investigações. Na cena, o personagem que representa Mendes afirma que poderia “anular” decisões desfavoráveis, enquanto o boneco que imita Toffoli aparece cercado por dinheiro e comendo pizza, em referência a casos de corrupção sem punição.
A animação faz parte da série “Os intocáveis”, composta por conteúdos críticos a ministros do Supremo. O tema também tem sido abordado por pré-candidaturas ao Senado, incluindo discussões sobre a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte — medida prevista na legislação, mas nunca aplicada.
Após a divulgação, Gilmar Mendes apresentou uma queixa-crime contra Zema no âmbito do inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. No pedido, o magistrado argumenta que o conteúdo divulgado “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal, por iniciativa do então presidente da Corte, Dias Toffoli, e permanece sob relatoria de Alexandre de Moraes.
A investigação tem como objetivo apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros do Supremo e instituições democráticas, além de identificar possíveis estruturas organizadas que atuem para desacreditar o sistema institucional e intimidar autoridades, especialmente por meio das redes sociais.
