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O advogado-geral da União, Jorge Messias, acompanhava da sala da liderança do PT no Senado a votação que definiria seu destino no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao ver o placar desfavorável, ele abraçou a mulher.
Messias precisava de 41 votos para ser aprovado, mas conseguiu apenas 34. Foram 42 votos contrários e uma abstenção.
A rejeição é histórica: era a primeira vez em 132 anos que o Senado barrava um indicado ao STF.
O momento da votação
Aliados do Planalto se dividiram ao longo do dia entre otimistas, que estimavam cerca de 45 votos favoráveis, e aqueles que sentiram o clima ficar tenso após relatos de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estaria atuando diretamente para barrar a aprovação de Messias.
Quando o placar foi confirmado – 42 a 34 –, Messias, que acompanhava a votação ao lado de aliados e familiares, abraçou a esposa em um gesto de consolo. O vídeo mostra o momento de frustração do indicado.
A resistência de Alcolumbre
Messias foi indicado por Lula para ocupar a vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo de Davi Alcolumbre.
O presidente do Senado queria que o nome indicado fosse o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu aliado, mas acabou contrariado pelo petista. Alcolumbre nega que tenha atuado diretamente para barrar Messias, mas aliados de Lula creditam a derrota a uma articulação do senador contra o indicado.
O que aconteceu na CCJ
Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias foi aprovado por 16 votos a 11, após uma sabatina de mais de oito horas. No entanto, a aprovação na comissão não foi suficiente para garantir a vitória no plenário.
Com a rejeição, Lula terá que enviar um novo nome ao Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O novo indicado passará por todo o processo novamente: sabatina na CCJ e votação no plenário.