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đ§Ą Ver Ofertas na ShopeeO ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, defendeu hoje (19) a competĂȘncia da AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia (Abin), que Ă© subordinada Ă pasta, para apurar dados sobre supostos desvios de recursos destinados Ă pandemia de covid-19 por parte de governadores e prefeitos.
âIsso Ă© uma atribuição constitucional da Abin, Ă© uma atribuição legal da Abin fazer esse tipo de investigação. Ă um ĂłrgĂŁo de inteligĂȘncia e que pode ser solicitado pelo presidente da RepĂșblica para verificar o que aconteceu com as verbas destinadas aos estados e municĂpios. Isso nĂŁo tem nada de ilegal e irregular. Ă perfeitamente vĂĄlido que isso aconteçaâ, defendeu o ministro durante audiĂȘncia na ComissĂŁo de Fiscalização e Controle da CĂąmara dos Deputados para debater a suposta disseminação de notĂcias falsas sobre a pandemia propagadas em meios institucionais.
A Abin publicou uma nota em que tambĂ©m afirmou ter competĂȘncia para proceder esse tipo de investigação. Na nota, a agĂȘncia disse que âpossui competĂȘncia para planejar e executar açÔes relativas Ă obtenção e Ă anĂĄlise de dados para a produção de conhecimentos acerca de fatos e situaçÔes de imediata ou potencial influĂȘncia sobre o processo decisĂłrio e a ação governamentalâ.
Durante a audiĂȘncia, o ministro negou suposto relatĂłrio elaborado pela Abin para auxiliar o senador FlĂĄvio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso que revelou a existĂȘncia de um suposto esquema de ârachadinhasâ na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Segundo reportagem publicada na revista Ăpoca, no final do ano passado, a agĂȘncia teria produzido relatĂłrios para auxiliar a defesa do senador na operação que investiga o caso. Em dezembro do ano passado, a Abin negou, por meio de nota, a existĂȘncia do relatĂłrio.
Em resposta a questionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a existĂȘncia do relatĂłrio, a agĂȘncia disse que ocorreu âapenas realização de uma reuniĂŁo, marcada para verificar ocorrĂȘncia de eventual violação de segurança institucional, entre o Gabinete de Segurança Institucional, com participação do diretor-geral da AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia, com a defesa de um senador e filho do presidente da RepĂșblicaâ.
Aos deputados, o ministro voltou a afirmar que não houve elaboração de relatório e disse que ocorreu um encontro involuntårio.
âEu nĂŁo atendi no meu gabinete. Eu, por acaso, fui ao gabinete do presidente junto ao delegado Ramagem [Alexandre, diretor-geral da Abin] e nĂŁo havia nenhum indĂcio de que pudessem estar lĂĄ as advogadasâ, disse Heleno. âEu e o delegado Ramagem ouvimos o que elas falaram e chegamos Ă conclusĂŁo de que nĂŁo tinha nada a ver com a Abin ou com o GSIâ, afirmou.
Ao abordar o tema da produção de inteligĂȘncia por parte da pasta, o ministro disse ainda que o trabalho da Abin sofreu uma transformação forte apĂłs o advento das redes sociais. De acordo com o ministro, a agĂȘncia estĂĄ em uma âcompetição desigualâ, mas que estĂĄ se adaptando Ă nova realidade.
âA inteligĂȘncia de estado Ă© fundamental em qualquer paĂs que se preza. E nĂŁo Ă© arapongagem, espionagem. Ă uma inteligĂȘncia que produz informação sem cunho ideolĂłgico para o Estado e isto estĂĄ sendo mais difĂcil com o aparecimento das redes sociais, porque cada autoridade Ă© alimentada por fontes que nĂŁo existiam hĂĄ 10 anos e a Abin Ă© obrigada a competir com essas fontes. Ă uma competição desigual, porque a Abin tem que apresentar informação, ela nĂŁo pode levar boato, fake newsâ, disse.
Ao final da audiĂȘncia, o ministro lamentou as mortes de brasileiros pela covid-19 e ressaltou a importĂąncia da vacina e da retomada econĂŽmica do paĂs. âHoje na minha opiniĂŁo nĂłs temos que ter trĂȘs objetivos claros. Objetivo um: vacina. Objetivo dois: uniĂŁo. Objetivo trĂȘs: retomada econĂŽmica. Isso aĂ tem que ter a cabeça de todos os brasileiros. O resto Ă© dispensĂĄvelâ, disse.