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Um novo estudo com ratos descobriu que algumas células cerebrais são mais suscetíveis aos efeitos do envelhecimento do que outras. Esses resultados podem lançar nova luz sobre por que o risco de demência, doença de Alzheimer e outros transtornos cerebrais aumenta com a idade, segundo os pesquisadores.
Os achados foram publicados na revista Nature em 1º de janeiro. “O envelhecimento é o fator de risco mais importante para a doença de Alzheimer e muitos outros transtornos cerebrais devastadores. Esses resultados fornecem um mapa muito detalhado de quais células cerebrais podem ser mais afetadas pelo envelhecimento”, afirmou em comunicado de imprensa o Dr. Richard Hodes, diretor do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento (NIA).
“Este novo mapa pode alterar fundamentalmente a maneira como os cientistas pensam sobre como o envelhecimento afeta o cérebro e também fornecer um guia para desenvolver novos tratamentos para as doenças cerebrais relacionadas ao envelhecimento”, acrescentou Hodes.
Usando uma análise genética avançada, os pesquisadores compararam células individuais nos cérebros de ratos “jovens” de 2 meses e ratos “mais velhos” de 18 meses. Em específico, observaram a atividade genética de tipos de células em 16 regiões diferentes, que representam 35% do volume total do cérebro dos ratos.
Os pesquisadores descobriram que o envelhecimento tende a diminuir a atividade nos genes associados às células cerebrais. Por exemplo, o envelhecimento reduziu o desenvolvimento de neurônios recém-nascidos em pelo menos três partes diferentes do cérebro, incluindo neurônios associados ao aprendizado e à memória. Por outro lado, o envelhecimento também aumentou a atividade dos genes associados à função imune e inflamatória.
As células mais sensíveis ao envelhecimento pareciam circundar o terceiro ventrículo, um canal importante que permite que o líquido cefalorraquidiano passe por uma região do cérebro chamada hipotálamo. O hipotálamo produz hormônios que controlam funções básicas do corpo, como temperatura, frequência cardíaca, sono, sede e fome.
Essas observações estão de acordo com estudos anteriores que mostram vínculos entre envelhecimento e metabolismo, disseram os pesquisadores. Por exemplo, foi demonstrado que o jejum intermitente e outras dietas restritivas em calorias aumentam a expectativa de vida. Isso poderia ser explicado pelos neurônios sensíveis à idade encontrados no hipotálamo, que produz hormônios que controlam a fome e a produção de energia, argumentam os pesquisadores.
“Este estudo mostra que examinar o cérebro de forma mais global pode fornecer aos cientistas novos conhecimentos sobre como o cérebro envelhece e como as doenças neurodegenerativas podem interromper a atividade normal do envelhecimento”, disse John Ngai, diretor da iniciativa de Pesquisa do Cérebro através do Avanço de Neurotecnologias Inovadoras dos Institutos Nacionais de Saúde, em um comunicado de imprensa.
Para mais informações sobre o hipotálamo, visite o site da Clínica Cleveland.
Fonte: Institutos Nacionais de Saúde, comunicado de imprensa, 1 de janeiro de 2025.