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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm medicamento amplamente utilizado para tratar hipertensão, o telmisartan, pode melhorar a eficácia de tratamentos contra o câncer, segundo um estudo pré-clínico recente. O fármaco, aprovado pelo FDA para controlar a pressão arterial e reduzir riscos de ataques cardíacos e AVC em pacientes específicos, demonstrou potencial em aumentar a ação do tratamento com olaparibe, um inibidor de PARP usado em cânceres de ovário e outros tipos de tumor.
Pesquisadores da Dartmouth Health, em New Hampshire, observaram em modelos laboratoriais e animais que o telmisartan causa mais danos ao DNA das células cancerígenas. Esse efeito facilita que o sistema imunológico reconheça e ataque os tumores. “Este estudo mostra que um medicamento comum, seguro, tolerável, conveniente e acessível pode melhorar significativamente a eficácia de uma importante classe de terapias contra o câncer”, afirmou o Dr. Tyler J. Curiel, autor principal e pesquisador clínico de Dartmouth.
A combinação dos dois medicamentos aumentou a produção de interferons tipo I, moléculas que auxiliam o sistema imunológico a atacar o câncer. Além disso, o telmisartan reduziu os níveis de PD-L1, uma proteína presente nas células tumorais que as ajuda a escapar da resposta imune. Segundo Curiel, outros bloqueadores de receptores da angiotensina II (ARBs) não demonstraram os mesmos efeitos anticâncer.
“O telmisartan tem diversos efeitos anticancerígenos distintos que, junto com a terapia alvo, podem tornar os tumores mais responsivos a diferentes tratamentos”, explicou Curiel. “Demonstramos eficácia melhorada com inibidores de PARP, mas também temos bons dados indicando que ele melhora a eficácia de quimioterapias e imunoterapias em outros tipos de câncer.”
As descobertas foram publicadas no Journal for ImmunoTherapy of Cancer.
Especialistas destacam segurança e limitações
O Dr. Joshua G. Cohen, diretor médico do Programa de Câncer Ginecológico da City of Hope Orange County, que não participou do estudo, comentou que, embora anteriormente houvesse preocupações sobre ARBs aumentarem o risco de câncer, grandes estudos mostram que são seguros.
No entanto, ele alerta sobre as limitações do estudo: “Neste estágio, a ideia ainda está no início do desenvolvimento. As evidências vêm principalmente de laboratório, não de ensaios clínicos com pessoas.” O telmisartan pode não ser tão eficaz em cânceres sem danos ao DNA e a resistência ao olaparibe ainda é um desafio. Não há dados sobre efeitos a longo prazo ou sobre sobrevivência.
“Mais pesquisas, incluindo ensaios clínicos, são necessárias para determinar se a combinação é segura e eficaz no tratamento de câncer de ovário. Pacientes interessados devem discutir com sua equipe médica o que é conhecido e o que ainda é incerto”, acrescentou Cohen.
Próximos passos e ensaios clínicos
Pesquisadores da Dartmouth iniciaram dois ensaios clínicos para testar o efeito do telmisartan em pacientes: um com homens com câncer de próstata avançado resistente à terapia hormonal e outro com pacientes com câncer de ovário resistente à quimioterapia à base de platina.
“Estamos encorajados pelo que estamos vendo até agora”, disse Curiel. “Nosso objetivo é determinar se essa abordagem combinada pode beneficiar mais pacientes e superar a resistência a tratamentos já existentes.”
O telmisartan é considerado geralmente seguro e bem tolerado com base em seu uso clínico prévio, reforçam os pesquisadores.

















































































