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Um novo estudo alemão sugere que alterações sensoriais podem surgir anos antes do diagnóstico formal de demência, funcionando como um alerta precoce para a doença que afeta memória, linguagem e humor. A pesquisa, publicada no Nature Communications, revelou que o sistema imunológico ataca fibras nervosas essenciais ligadas à percepção sensorial, um processo observado tanto em camundongos quanto em pacientes humanos.
Os pesquisadores analisaram tomografias PET de pacientes vivos e tecidos cerebrais de pessoas que faleceram com Alzheimer, confirmando que essas fibras são danificadas nos estágios iniciais da doença. Segundo Dr. Jochen Herms, da Universidade de Munique, essas descobertas podem permitir a identificação antecipada de pessoas em risco, possibilitando intervenções antes do surgimento de problemas cognitivos mais graves.
Embora não exista cura para a demência, um diagnóstico precoce permite que tratamentos combatam os sintomas e, em alguns casos, desacelerem a progressão da doença. Alterações em outros sentidos, como visão, audição, paladar, tato e equilíbrio, também podem surgir anos antes dos sintomas clássicos.
Atualmente, mais de 944 mil pessoas vivem com demência no Reino Unido, e cerca de sete milhões nos Estados Unidos. O impacto econômico é significativo: a Alzheimer’s Society estima que o custo anual da doença no Reino Unido chega a £42 bilhões, podendo dobrar nos próximos 15 anos devido ao envelhecimento da população.
Especialistas alertam que sinais precoces, mesmo sutis, devem ser observados, pois o diagnóstico antecipado pode melhorar o manejo da doença e a qualidade de vida dos pacientes e familiares.