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Pesquisas recentes indicam que um suplemento de vitamina B3, conhecido como nicotinamida ou niacinamida, pode ajudar a prevenir o câncer de pele. O estudo, publicado no Journal JAMA Dermatology, mostra que a vitamina está associada tanto à redução do risco de desenvolver a doença quanto à melhoria dos resultados para sobreviventes.
Cientistas dos Estados Unidos examinaram dados de saúde de mais de 33.820 veteranos, e os resultados são promissores: a suplementação diária pode reduzir o risco de câncer de pele em 16% na população em geral. O benefício é ainda maior para quem já teve a doença, com uma redução de até 54% na chance de reincidência. A pesquisa revelou que o efeito protetor é mais significativo quando o tratamento é iniciado após o primeiro diagnóstico de câncer de pele, especialmente em casos de carcinoma espinocelular (SCC), a segunda forma mais comum da doença.
Dados e limitações da pesquisa
A coautora do estudo, a dermatologista Kimberly Breglio, ressaltou que “o tempo do tratamento foi uma variável crucial em nosso estudo, com os pacientes experimentando benefício apenas quando iniciado após os primeiros cânceres de pele”. Ela acrescentou que os resultados estão alinhados com estimativas anteriores, que já indicavam uma redução de 30% a 50% no risco.
Os pesquisadores, no entanto, reconheceram algumas limitações do estudo. A amostra foi predominantemente masculina, o que pode não ser generalizável para a população. Além disso, por se tratar de um estudo observacional retrospectivo, e não um ensaio clínico randomizado, eles afirmam que “mais pesquisas são necessárias para determinar o potencial ótimo da vitamina B3 em relação à prevenção do câncer de pele”.
Contexto e recomendações médicas
Apesar das limitações, a Dra. Sarah Arron, da Universidade da Califórnia, elogiou as descobertas. Em uma revisão do estudo, ela afirmou que “o crescente corpo de literatura sugere que devemos recomendar rotineiramente a nicotinamida como prevenção secundária para todos os pacientes com câncer de pele e que uma iniciação mais precoce terá um efeito mais forte”.
O câncer de pele é predominantemente causado pela exposição aos raios ultravioleta do sol ou de câmaras de bronzeamento, com especialistas alertando que até 87% dos casos poderiam ser evitados. No entanto, o diagnóstico de câncer de pele tem crescido. A Cancer Research UK prevê um aumento de 26.500 novos casos de melanoma, o tipo mais mortal, até 2040. Dermatologistas recomendam observar os “ABCDEs” das pintas — assimetria, borda, cor, diâmetro e evolução — e procurar um médico em caso de suspeita.