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Em resposta a uma declaração do governo Trump, o fabricante do Tylenol, a Kenvue, classificou como “perigosa” a alegação de que o analgésico causa autismo. A empresa insiste que o Tylenol continua sendo a opção mais segura para alívio da dor e febre em mulheres grávidas.
O governo de Donald Trump, juntamente com o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., declarou que o uso de paracetamol — o princípio ativo do Tylenol — durante a gravidez aumenta o risco de uma criança desenvolver autismo. Essa medida faz parte da prioridade do governo de combater o aumento nas taxas de autismo nos EUA.
Em comunicado, uma porta-voz da Kenvue refutou a alegação, afirmando: “Acreditamos que a ciência independente e sólida mostra claramente que tomar paracetamol não causa autismo. Discordamos veementemente de qualquer sugestão em contrário e estamos profundamente preocupados com o risco à saúde que isso representa para as gestantes”.
A porta-voz da Kenvue ressaltou que, sem o paracetamol, as gestantes enfrentariam “escolhas perigosas”, como “sofrer com condições como febre, que são potencialmente prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê, ou usar alternativas mais arriscadas”.
O aumento nas taxas de autismo nos EUA — de 1 em cada 150 crianças em 2000 para 1 em cada 31 atualmente — é atribuído por especialistas a uma redefinição do diagnóstico e à maior capacidade dos médicos em detectar a condição. No entanto, outras teorias, incluindo a de Robert F. Kennedy Jr., sugerem que toxinas ambientais, idade avançada dos pais ou obesidade materna podem estar por trás do aumento.
O paracetamol é amplamente utilizado por gestantes, com cerca de 60% delas recorrendo ao medicamento para aliviar febres e dores que podem prejudicar mãe e bebê.