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Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriram um novo tipo de constipação, chamada de “constipação bacteriana”, que não responde a laxantes, suplementos de fibra ou mudanças na dieta. O estudo, publicado na revista Gut Microbes, aponta que a interação entre certas bactérias intestinais pode dificultar a evacuação.
De acordo com os cientistas, as bactérias Akkermansia muciniphila e Bacteroides thetaiotaomicron, inofensivas isoladamente, podem danificar a camada protetora de muco do intestino quando presentes em altas quantidades simultaneamente, causando fezes secas e constipação.
O estudo analisou amostras fecais de 231 pessoas com Parkinson, 54 com constipação idiopática crônica e 147 indivíduos saudáveis. Os resultados mostraram que pacientes com constipação apresentavam níveis mais altos de A. muciniphila e B. thetaiotaomicron, além de menor umidade nas fezes. Pessoas com Parkinson têm risco maior devido à lentidão muscular que afeta o trânsito intestinal.
Entre os sinais de constipação estão evacuar menos de três vezes por semana, fezes duras e secas, ou dor ao evacuar. Especialistas recomendam buscar ajuda médica se a constipação persistir apesar de mudanças no estilo de vida, principalmente em casos de dor intensa, perda de peso ou sangue nas fezes. Mudanças súbitas nos hábitos intestinais também devem ser avaliadas por um profissional.
Em experimentos com camundongos sem bactérias intestinais, os pesquisadores confirmaram que a presença simultânea das duas espécies bacterianas leva à constipação. Segundo os cientistas, medir A. muciniphila nas fezes pode auxiliar na identificação de pacientes com essa nova condição.