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🧡 Ver Ofertas na ShopeePesquisadores dos Institutos Feinstein para a Investigação Médica, em Nova York, desenvolveram um sistema inédito que combinou inteligência artificial, eletrodos cerebrais e estimulação da medula espinal para devolver a um homem com tetraplegia a capacidade de mover a mão e recuperar a sensibilidade ao tato. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine.
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O paciente, Keith Thomas, de 42 anos, perdeu completamente os movimentos e a sensibilidade nos braços e nas mãos após um acidente de mergulho que lesionou sua medula cervical. O novo tratamento, chamado de “duplo bypass neural”, conecta o cérebro do paciente a áreas específicas da medula espinal por meio de uma interface especial.
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Como funciona a tecnologia
O sistema traduz os sinais do cérebro em movimentos reais da mão e, ao mesmo tempo, utiliza impulsos elétricos para ajudar o paciente a recuperar a sensibilidade ao toque. A tecnologia é baseada em inteligência artificial e algoritmos que “aprendem” com a experiência, permitindo controlar a força de um aperto e melhorar a coordenação.
O procedimento começou com a identificação, por meio de ressonâncias magnéticas, das áreas do cérebro responsáveis pelo movimento e pela sensação da mão. Os médicos implantaram pequenos eletrodos em duas regiões cerebrais fundamentais: a corteza motora primária (que controla o movimento) e a corteza somatosensorial (que recebe as sensações da mão).
Resultados e impacto na vida do paciente
Graças ao implante, Keith Thomas voltou a realizar atividades cotidianas como se alimentar sozinho, beber de um copo, manipular objetos frágeis e recuperar força nos braços. O sistema também lhe devolveu a sensibilidade no punho e no antebraço.
“Pude voltar a sentir a mão da minha irmã, acariciar o meu cachorro e notar o pelo no meu punho — experiências que a lesão me havia tirado”, descreveu Thomas.
Antes do tratamento, ele precisava de ajuda para qualquer tarefa cotidiana; depois, passou a conseguir fazer coisas simples como coçar o rosto ou limpar os olhos sozinho. “A tecnologia me devolveu conexão e uma parte da minha identidade”, afirmou.
Os benefícios não foram apenas imediatos: parte da recuperação da sensibilidade no punho permaneceu por pelo menos dois meses após o fim da estimulação, indicando que o tratamento pode estimular processos de neuroplasticidade.
Precisão e etapas do estudo
O ensaio foi realizado sob protocolo aprovado pelo comitê de ética da Northwell Health. Durante o primeiro ano, Thomas realizou exercícios físicos com estimulação elétrica da medula espinal pela pele, para garantir que qualquer melhora fosse efeito do tratamento e não recuperação natural.
Os resultados mostraram que a estimulação aumentou a força nos cotos em até 86% em alguns momentos, permitindo que ele levasse as mãos ao rosto. No entanto, essa técnica isolada não melhorou a força nem a sensibilidade nas mãos e nos dedos.
A integração completa do sistema ocorreu com um modelo de inteligência artificial treinado com dados dos eletrodos. Um estimulador ativou os músculos da mão, enquanto sensores de pressão enviaram sinais ao cérebro para restabelecer o tato. Com o auxílio de uma órtese (espécie de férula) sob medida, ele conseguiu abrir e fechar a mão e manusear objetos delicados. O sistema manteve uma precisão superior a 84% na interpretação das sinais cerebrais por cinco meses consecutivos, sem necessidade de ajustes.
Perspectivas futuras
Os autores do estudo acreditam que a tecnologia pode ser aplicada a outras patologias neurológicas, como acidentes vasculares cerebrais, e que futuras versões podem simplificar seu uso em ambiente doméstico. O estudo conclui que a combinação de uma neuroprótesis sensório-motora com neuromodulação cerebral e medular pode devolver tanto a função motora quanto a sensibilidade tátil em casos de tetraplegia completa.
Os pesquisadores, no entanto, advertem que a tecnologia ainda é altamente especializada e requer pessoal treinado para sua operação.
