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O dólar fechou em queda de 0,41% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,5644. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 0,59%, encerrando o dia aos 134.167 pontos. O desempenho positivo do mercado foi impulsionado pela valorização das commodities e o anúncio de um megaprojeto hidrelétrico na China.
A mineradora Vale teve destaque com uma alta de quase 3% em suas ações, impulsionada pela elevação de 2,08% no preço futuro do minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian, na China. Às 16h30, os papéis da empresa subiam 2,86%, refletindo a expectativa otimista do mercado diante da construção da maior usina hidrelétrica do mundo, avaliada em US$ 170 bilhões, na região leste do Planalto do Tibete.
Outro destaque positivo foi o desempenho das ações do Fleury, que chegaram a subir 15% com a possibilidade de união com a Rede D’Or. A CSN Mineração também apresentou forte valorização, com avanço de quase 5%, beneficiada igualmente pela alta do minério de ferro.
A valorização do real acompanhou o movimento de moedas emergentes no cenário internacional. Ao longo da sessão, investidores também acompanharam as negociações entre os Estados Unidos e países afetados pelo tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. A medida determinou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e abriu uma investigação por supostas “práticas comerciais desleais”.
Além do impacto econômico, o clima político entre Brasil e EUA deteriorou-se ainda mais no fim de semana. Na sexta-feira (18), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, revogou os vistos de diversas autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida também afetou ministros como Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No cenário doméstico, o mercado aguarda a publicação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 2º bimestre, que indicará quanto o governo precisará contingenciar para cumprir as metas fiscais. A expectativa é de um congelamento mais brando nas contas públicas, após vitória do Ministério da Fazenda no STF para manter a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF ). Com isso, a equipe econômica ganhará fôlego adicional para equilibrar o Orçamento com mais recursos de arrecadação.